Quem sou eu

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Uma mistura do erudito com o popular. Nada simples e nada sublime, ocupo-me com o que me interessa. Leio e escrevo para viver, é uma necessidade para ser feliz. Tenho manias, preconceitos e afinidades como todos tem. Sou um garoto criado sob uma redoma de vidro e não me envergonho disso. Gosto de poema, ouço Mozart, curto pop art, uso all star e gravata borboleta. =)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Menos paixão, por favor.


Já faz um tempo que estava apaixonado, e desde o início nunca fui feliz. Sofri a cada depoimento novo que chegava com declarações de amor do namorado da minha musa inspiradora. Sofri ao ver fotos do casal, ao escutar pessoas falando que tinham nascido um para o outro.
Só depois de um tempo fui entender o significado de paixão. Entendi da pior maneira possível. Foi sentindo na pele que entendi que paixão é sofrimento, dor. Eu não concordava com o dicionário, ele estava errado ao definir paixão como dor. Eu era incapaz de entender até sentir a dor que senti.
Estar apaixonado não é fácil. É dolorido, e quanto mais dói, mais estamos apaixonados. O sofrimento aumenta todos os dias. Existem dias que ameniza, mas o dia seguinte vem como uma bomba em nossas cabeças. O coração fica quebradiço, há um vazio. Um vazio que é expandido a cada lágrima derramada. E cada lágrima derramada, é sinal de que sofremos muito. Sempre me falaram que chorar faz bem, mas eu nunca gostei. Chorar me remete à tristeza, ao sofrimento, à melancolia. Sei que existem lágrimas de alegria, mas ninguém chora todos os dias de alegria. A constância do choro indica tristeza.
Mas aprendi uma coisa me apaixonando: o sofrimento um dia acaba, e depois dele, sempre vem a felicidade.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem sou eu?


Transformei-me em alguém que não conheço. Deixei minha vida de lado. Fugi de mim. Deixei desfalecer aquele pequeno príncipe e me tornei mais um nobre qualquer ocupando o espaço geográfico. Deixei nascer em mim alguém inútil, sem grandes feitos, grandes descobertas. Fiz em mim o retrato de uma sociedade inteira. Uma sociedade patética, desmoralizada, sem futuro. Abri espaço para a corrupção. Fui alvo de banditismo, de selvageria e de insultos.
Talvez um desabafo melhore o meu ânimo. Há dias não escrevo, não converso. O convívio social tornou-se impossível. Sinais de agressividade e de insatisfação. Não sei mais o que fazer para que um dia possa ser feliz. Crescer me fez ver o quanto posso sofrer.Até quando vou aceitar isso? Até o dia em que eu retornar a ser quem eu fui. Cansei dessa vida sofrida, de injustiças, inseguranças. Quero a minha redoma de vidro de volta. Quero respirar um ar puro, fresco. Quero voltar a ser tratado como príncipe. Ter festas, amigos, serviçais. Usar roupas de veludo em tons de vermelho. Quero minha coroa novamente. Quero ter lugar ao lado do trono de meu pai. Quero ter minhas mãos beijadas na cerimônia do beija-mão. Quero sair às ruas e ver meus súditos me prestando homenagens. Quero ser carregado novamente.
Ah.. saudades do meu palácio. Do ouro, dos copos de cristais, das longas e pesadas cortinas. Dos lençóis de linho. Saudades da prataria, das jóias reais. Saudades da sala de banho, do quarto de vestir, do quarto de dormir. Saudades da biblioteca privativa com mais de cinco mil volumes. Quantas vezes eu vi, o jardim de inverno florescer, acolher em suas flores a neve suave e branca, sentado à frente da lareira tomando chocolate quente.
Troquei o luxo pelo lixo. Essa nobreza fede. Fede porque vivem no lixo, estragando a cara do nosso Reino. Buscam dinheiro de maneira injusta. Vendem pessoas. Fazem da sociedade um celeiro humano. Eles plantam pessoas, colhem animais. Cansei de ver o vandalismo. Quero o meu nome de volta. Quero a minha dignidade de volta. Fui expulso do palácio real. Perdemos o poder. Enfraquecemos a dinastia. Minha mãe chora todos os dias ao ver seu povo sofrendo, seu povo pedindo esmolas. Ela cansou de ver sofrimento. Vendeu tudo o que tinha. As jóias foram saqueadas. Tem apenas o vestido do corpo. Que nobre ela se tornou. O brasão foi derretido, transformado em moeda.
Onde está a minha vida?
A minha identidade?
Quero melhorar esse reino, melhorar a minha vida. Mas para isso, preciso voltar a ser príncipe. Preciso da minha coroa, do manto de meu pai e das jóias de minha mãe. Preciso recuperar tudo aquilo que me tiraram: o sentimento nacionalista, a dinastia, o meu nome, a minha dignidade, o meu respeito, a minha alegria.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Errata

Acabei cometendo um pequeno erro durante o curto tempo que tenho este blog. Em alguns textos por não conhecer uma verdadeira regra, não acentuei Lúcio. Agora aprendi. Portanto, onde está Lucio, lê-se Lúcio.
São pequenas coisas que fazem a diferença para um jovem escritor.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Separação


Pedi um tempo para viver. Longe dos seus cuidados e do seu amor sou livre. Não quero sofrer e não quero que sofra. Será melhor para nós dois. Eu aqui e você aí. Não viremos mais um conto de fadas, nem um romance romântico.
Saberemos o que fazer quando a saudade apertar, quando a vontade de sentir um carinho, de ser abraçado e de abraçar aumentar. Lembrar-me-ei das nossas conversas, dos nossos carinhos, das nossas trocas de olhares. Guardarei para sempre o primeiro beijo, o primeiro jantar, o primeiro natal juntos. Será eternizado o dia em que conheci sua família. O primeiro anel que te dei, espero que seja guardado. Comigo está todas as cartas que escreveu para mim.
Neste momento surgiu um flash em minha mente. Senti o mesmo frio na barriga que senti quando nos beijamos pela primeira vez. O silêncio antes da ação foi o mais longo que já vi. Pensei em desistir, fugir. Mas meu coração pedia para que eu ficasse ali. Quando percebi, já estávamos selando o nosso amor. Agora meu coração acelerou. Como aconteceu no final do nosso beijo.
Não chore enquanto falo. Lágrimas me partem o coração, deixam-me angustiado, tenho vontade de desistir. Não. Será melhor dessa maneira. Sofreremos no início. Mas a dor vai passando, com o tempo restarão apenas memórias, boas memórias. A cada palavra minha garganta dá um nó, como se não fosse para eu falar essas coisas. Sou mais forte, falarei, é a solução.
Não me devolva o anel. Por favor, é o que peço. Fique. Guarde-o com você. Não olhe para meus olhos. Estão tristes. Sim, eu choro. Quem lhe falou que homem não chora? Essa lágrima...
Vá. Não olhe para trás. Sofreremos menos lembrando dos bons momentos, dos risos, do brilho nos nossos olhos. As lágrimas serão péssimas lembranças. Vá. Busque a felicidade. Não demora, logo a encontrará.
Não, não quero que vá... Olhe para trás. Não, ela não olha. Foi sem ao menos me dar um abraço, um beijo. O último dos beijos, dos abraços. Sinto um vazio. É como se me arrancassem o coração. Será que ela se lembrará de mim? Não a vejo mais. As lágrimas não permitem. Ainda está secando o rosto? Quanto sofrimen... É melhor eu me apressar, já está começando o meu filme preferido na televisão!

domingo, 11 de outubro de 2009

O pote de ouro


Correr pelo mundo gritando que sou feliz, que sou livre. Comemorar a minha vida, os meus amigos. Celebrar a minha família, os meus amores. Viver sem medo de errar, essa é a minha grande vontade. Já perdi muito tempo estabelecendo limites para a minha felicidade, buscando uma civilidade que só eu tenho. Perdi tempo com etiquetas, com códigos morais, com marcar, rótulo. Preocupar-me-ei agora com a minha felicidade. Lutar pelos meus sonhos. Quero o mundo, e isso ainda é pouco para quem um dia quis o mais simples: reconhecimento.
Olhar o álbum de fotografias é uma das piores atividades de hoje. Lembrar que os bons momentos poderiam ser melhores se eu tivesse uma maior ambição. Caminho com um profundo arrependimento de não ter feito que tive vontade de fazer. Arrependimento de ter dado o meu melhor para os outros e não para mim mesmo.
Ainda não tenho o reconhecimento. Sou rotulado. Sou odiado. Sou amado. Mas sou feliz. Encontrei em mim o poço da felicidade. Sim, no final do arco-íris tem o pote de ouro. E esse ouro se chama eu-lírico.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tranquilidade


Curtir um bom som e ler um bom livro são coisas que me dão muito prazer. Ultimamente encontrei dificuldades e soluções para conseguir fazer o que mais gosto. Dificuldades em escutar uma boa música. Ainda não em adaptei em ouvir música no trem, é impossível não me enroscar no fio do fone de ouvido e arrebentá-lo. O que me resta é escutar a música dos outros. Estou diante de um grande impasse: ouvir funk! Música que caiu no gosto das camadas sociais mais baixas e tomou conta dos vagões da Linha E da CPTM. As minhas leituras tornaram-se mais rápidas (apelidaram-me em casa de devorador de livros), e eu leio durante as longas viagens diárias feitas até o cursinho.
Mas nada é tão prazeroso do que ler ouvindo uma música de Villa-Lobos, ou ao som de Maria Rita, Zélia Duncan e outros do gênero. Sentar na poltrona da sala de estar e afundar-me na leitura aos sábados e domingos tornaram-se impossíveis de serem realizadas. Mas dentro de mim ainda existe uma vontade de ler confortavelmente, sem o balanço do trem, empurrões e ao som de músicas típicas de jovens “malandros”.
Não gosto de criticar as pessoas por terem outro estilo de vida. Geralmente eu evito pensar que existem diferenças entre mim e outras pessoas. Mas torna-se inevitável ao me deparar com celulares modernos com suas variadas funções não ter ao menos um fone de ouvido. Poxa! Onde está o respeito com outras pessoas? Eu não obrigo ninguém a ouvir minhas músicas que agradam poucas pessoas. Eu respeito para ser respeitado! Sonho com o dia em que eu poderei sentar na minha poltrona sem me preocupar com nada, apenas em ler, ouvir música e tomar o meu bom e velho chimarrão.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O banco no parque


Sobre seus cabelos soprava um vento forte. A fina garoa o acompanhava na tarde gelada de inverno. Sentou-se em um banco no parque da cidade, abriu o livro e começou a ler. O movimento ao seu redor era grande. Nada mais o importava. Estava com o seu grande amigo: um livro. As letras passavam sob os seus olhos rapidamente. Formavam palavras, frases, opiniões. O casaco de lã comprado em um bazar beneficente e o cachecol azul feito pelas mãos de sua avó não impediam o seu corpo de perder calor. Sentia-se cada vez mais gelado. Gostava da sensação.
O vento fazia barulho ao passar entre as árvores. As mãos descobertas e com alguns dedos machucados de tanto escrever viravam as páginas do livro. As lágrimas escorriam de seus olhos. O coração pulsava cada vez mais fraco. As lembranças do inverno passado ainda estavam presentes e isso o machucava. A espera por um simples telefonema consumia todas as esperanças de algo novo. Queria apenas ouvir a doce voz. O que lia era triste, mas nada chegava perto da tristeza que envolvia todo o seu ser.
Levantou do banco como que por um impulso, correu em direção ao pipoqueiro. Comprou um pacote de pipoca doce, como fizera da primeira vez que fora ao cinema acompanhado de uma dama, mas dessa vez estava sozinho. Olhava à sua volta, procurava nos rostos anônimos aquela que lhe dera momentos de felicidade. Não mais a encontrava.
Voltou, sentou no mesmo banco. Os termômetros registravam 4ºCelsius. Os transeuntes estavam recheados de roupas. Muitos o olhavam com desprezo, outros nem o percebiam. O cansaço e o frio o fizeram voltar para casa. No caminho pensou o que seria necessário fazer para esquecer aquela que o roubou o coração. Nenhuma solução encontrada. Chegou à porta da casa. Abriu-a, certificou-se de que estava tudo em ordem. Acendeu rapidamente a lareira. Preparou um chocolate quente. Pegou alguns cobertores e se enrolou próximo ao fogo. Em poucos instantes a casa estava quente e confortável. O telefone que fica sobre uma pequena mesa anos 20 à frente de um espelho com moldura clássica na sala íntima tocou. Correu para atender. Ao olhar para o espelho viu um rosto mais velho. O tempo passara e não percebera. Do outro lado da linha, uma voz feminina, um pouco rouca, mas doce e delicada. O coração palpitava.
–Alô. – um tempo de espera – Alô!
Não acreditava. Seu sonho tornara-se realidade.
-É você mesma? – perguntou aflito. –Sophie, é você?- insistiu.
-Ligo para dizer que sinto sua falta. -respondeu a voz doce e rouca do outro lado da linha. –Foi o mais importante que me aconteceu em toda a minha vida. –completou.
Estava perplexo. O livro, a lágrima, a pipoca. Cenas, lembranças de um grande amor.
-Sinto sua falta! Porque não volta? Perguntou ele.
-Es...ta......- A ligação caíra. Ela tentava dizer alguma coisa a ele.
Ficou ao redor do telefone durante uma hora. Nada. Ele nunca mais tocou. Voltou para afrente da lareira e pegou o livro. Um velho álbum de fotografias do tempo de escola. Sophie fora uma grande amiga de escola. Uma amiga para a vida toda. Quilômetros agora os separavam. Restavam lembranças. Um velho álbum de fotografias, algumas rugas na face e agora o som de uma doce, delicada e rouca voz. Algumas breves palavras e um telefone mudo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quando existir um Brasil, avisem-me!


Só quero viver em um país mais igualitário socialmente. Quero viver sem ter o medo de enfrentar uma guerra. Quero viver sem ter medo de ser assaltado na primeira esquina que virar ao sair de casa por um pai de família desesperado em busca de alimento para seus filhos. Que país é esse onde encontramos pessoas jogadas ao chão como papéis de balas deixadas caídas dos bolsos? Digam-me! Quero me localizar. Estou cansando de ver tanta desgraça.
No lugar que chamam de Capital Federal ocorrem os maiores roubos da história. São milhões de reais desviados dos cofres públicos para o bolso de ricos e bons políticos que outros colocaram no poder. Desculpem-me todos aqueles que votaram em nosso amado Presidente da República, mas que bela escolha hein?! Isento-me de culpa sobre as escolhas políticas até a próxima eleição (se houver!), uma vez que não podia votar pela pouca idade. Mas culpo todos aqueles que foram às urnas e elegeram uma ameaça à sociedade. Sim, é uma ameaça! Colocar um populista no poder é pedir por ditaduras, reeleições e golpes de estado. Um populista no poder é sinônimo de esmolas aos pobres não de distribuição de renda. Não sou do tipo comunista, socialista, anarquista ou qualquer outra forma de governo, aprecio a democracia e o capitalismo, mas peço que tenham responsabilidade ao colocar um político desses no governo.
Tivemos grandes avanços econômicos, sociais, uma melhora numérica nos nossos índices e hoje temos um alto IDH (0,8), mas de nada vale essa melhora quantitativa se não houve melhora qualitativa. Somos cercados de pobreza, desemprego, injustiças sociais. Ainda temos problemas com saúde, educação e transporte público(se tiverem dúvidas tente realizar alguma intervenção cirúrgica em hospitais públicos, pegue um trem da CPTM às 6horas da manhã e depois tente embarcar no metrô de são Paulo no sentido Corinthians-Itaquera às 18 horas na estação Sé. Notarás um certo déficit no transporte público. Sobre a educação, basta pegar algum aluno de periferia e mandar ler e interpretar algum texto jornalístico, ler algum artigo da The Economist e mandar resolver uma equação do segundo grau que resultou de um gráfico de física. Entenderás o que eu falo.). Não está na hora de sairmos às ruas em busca do nosso interesse? Que democracia é essa que censura jornais e propagandas? Que democracia é essa em que as pessoas são OBRIGADAS a votar e alistar-se no serviço militar? Que democracia é essa onde presidentes “aceitam” ter como presidente do Senado alguém acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes? (Não faço parte de O Estado de São Paulo, posso falar mal do Sarney, ainda não fui censurado). Quero saber que tipo de democracia é essa. Estou farto de ver jovem sem vontade alguma de estarem “antenados” com a política nacional.
O que eu quero, dessa vez não é utopia. O que eu quero é o que deve existir. Não falo dessa vez de amor, de carinho, ou de qualquer outra forma de sentimento. Eu falo de uma realidade que deveria prevalecer no “Florão da América”. O tempo de lutar está acabando. Depois não adianta gritar por liberdade. Guerras e golpes se aproximam.Só não esqueçam de me avisar quando existir um Brasil.

domingo, 27 de setembro de 2009

Um método para viver


Um ser metódico nem sempre é infeliz. As pessoas tacham os metódicos de tristes, loucos, estranhos. Não concordo com isso. Primeiro em tachar pessoas. Cada um tem o seu estilo de vida, a maneira de sentar, andar, caminhar, comer, falar, estudar. São pequenas particularidades que dão um toque especial na vida das pessoas.
Eu tenho várias manias. Muitas particularidades E sou feliz com elas. Não me sinto triste nem tão pouco um estranho. Não me sinto bem sentando em outro lugar à mesa de casa, não me sinto bem tomando leite com nescau sem açúcar. Não consigo ouvir música alta. Durante o banho, preciso primeiro lavar o cabelo. Não consigo pegar o copo com a mão esquerda durante uma refeição. Estabeleço metas para ler livros. Tenho horários certos para sair de casa. Cronômetro o meu tempo embaixo do chuveiro pela manhã. Não consigo deixar almofadas fora do lugar. Tenho mania de lavar a mão sempre. Após começar a usar óculos, preciso ajeitá-lo sobre a face ao menos a cada trinta minutos. Tenho horário para fazer xixi, e se me der vontade antes, seguro até a hora certa (e isso não em deixa com dores, como acontece geralmente com outras pessoas). Ao ligar o computador e conectar-me à internet, primeiro abro a página da Folha de São Paulo, depois a página do orkut, conecto o msn e depois abro os meus blogs. Leio noticias, procuro por comentários nos blogs, vejo quem está on-line no messenger e depois olho as atualizações no orkut. Por último vejo meus recados e abro minha caixa de e-mails.
Durante a ida ao cursinho, também tenho minhas manias. Sento no mesmo banco do ônibus, pego o mesmo trem, o mesmo vagão e entro pela mesma porta. No metrô, caminho até o primeiro vagão. Entro na terceira porta. Depois na troca de linha do metrô, repito os mesmos procedimentos. Já ia me esquecendo. Entre as estações São Joaquim e Vergueiro do metrô que pego na minha mochila a carteirinha do cursinho e coloco no bolso esquerdo da calça jeans. Isso porque o celular já ocupou o bolso direito.
Em casa tenho um verdadeiro ritual de estudos. Preciso espalhar todo o meu material sobre a bancada de estudos, depois folheio toda a apostila, separo a lapiseira, coloco a caneta vermelha atrás da caneta azul. Coloco a borracha do lado das canetas. Começo a estudar. Para ler teoria de humanas, só consigo fazer segurando um lápis ou a própria lapiseira com os dedos indicador e médio (o lápis me dá uma sensação mais confortável que a lapiseira).
Esses são apenas alguns dos meus vários métodos. Sim. Eu sou um ser metódico. Não consigo executar nada fora desses padrões. Eu tenho métodos até dentro da igreja. Tenho um banco predileto. Mas isso não vem ao caso. Eu não me incomodo em ter minhas manias. Sou sistemático com orgulho. Não acho que isso seja motivo de adjetivações feitas por terceiros. Muito menos motivo de graça. Esse sou eu, e tenho certeza que muitos de vocês que estão lendo e se divertindo com minhas manias também tem as suas. Você também é um metódico!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tem dias


Dias que tudo me alegra. Dias que o Sol brilha mais, o vento é mais fresco, os pensamentos são menos interrogativos. Dias que não me sinto escravo do sistema. São aqueles dias que recebo bom-dia por todos, que abraço quem eu amo. Dias que controlo minha sinceridade. O mais engraçado é como esse dia começa. Geralmente é quando pela manhã, mesmo escuro, digo:
- Bom dia Sol.
È quando eu acordo pensando em alguma música boa, ou sonhei que sou amado. As vezes, basta eu olhar no espelho e ver que ainda me restam traços infantis e me sinto inocente.
Quando tudo me entristece é quando acordo e escuto o barulho da chuva. Começo a ter crises existenciais. Um bom-dia basta para que eu seja tachado de monstro, mal-educado e outras coisas. Nesse dia sempre vejo violência, miséria, solidão. Sempre fico confuso e penso se devo oferecer ajuda. Tento ser melhor. Tento ser carinhoso. Mas fico sempre com medo de invadir o espaço alheio. Acho que as pessoas são como eu e gostam da solidão.
Felizmente a vida é assim. Tem dias...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A primeira rosa

A primeira rosa que dediquei a você. Assim decidi começar esse texto. Talvez eu não seja muito romântico, não idealize amores e nem queira ter-te ao meu lado. Talvez eu apenas ame. Sim. É isso, apenas amo. Amo de uma forma especial. Amo sem cobrar, amo sem me importar se é feio amar. Amo, e isso é o que importa.
A escolha da rosa aconteceu porque é o próprio poema. E todo amante é poeta. Rosa porque é delicada. As pétalas me fazem lembrar seu rosto delicado e rosado. O perfume exalado por uma flor, é sempre o perfume de uma menina/mulher. O clima vintage de uma rosa oferece a oportunidade de experimentar o sabor de um amor verdadeiro. O amor de praças, mãos dadas e confiança. O amor que respeita limites, que exige valores morais. Um amor puro e sincero.
Foi a primeira garota que ofereci uma rosa, e quem sabe a última. Não por que quero deixar de amar-te, mas porque quero amar-te a vida inteira. Quero ver o seu sorriso ingênuo, sentir o calor do teu abraço, o toque de seu rosto e seu perfume. Quero cuidar de tua delicadeza. Fazer-te princesa. Quero fazer-te feliz. Guardarei a rosa. Oferecê-la-ei no momento oportuno. Esse momento será único. Será o dia mais feliz da minha vida. A primeira rosa. O primeiro amor.
Enquanto não sou feliz ao teu lado, prezo pela tua felicidade. Sou feliz admirando-te. Sou feliz amando-te. E como o Pequeno Príncipe, cativarei a rosa aguardando o tempo para poder cativar-te.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um certo Dom


“Não consulte dicionários. Casmurro não está no sentido que eles lhes dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo.”
Machado de Assis

Talvez essa seja a minha maior caracterização. Esse sentimento de nostalgia causou-me certos problemas. Meu ar de superioridade dá-me aspecto de casmurro, rabugento. Não sou ao certo como Bentinho. Mas pareço às vezes. No sentido de Dom, realmente me assemelho. Não sou fidalgo, nem tão pouco faço parte de uma elite. Mas o modo que falo, me visto e me apresento aparenta-me fidalgo.
Mimado e fraco, não consigo me desgrudar dos cuidados de meus pais. Incapaz de tomar decisões. Ficarei como a personagem de Machado de Assis? Serei eu mais um Casmurro neste mundo, vivendo uma nostalgia constante? Quero mudar. Mudar para tentar direcionar minha vida. A confiança nas pessoas nunca foi meu ponto forte. Sempre tive um pé atrás com o ser humano. Talvez por sofrer na infância, ou por conviver com mulheres que geralmente são dissimuladas.
Sou as vezes incapaz de encarar alguém. Sinto-me muito mais intimidado do que intimidador. Sinto-me fraco, mesmo acreditando que sou forte. Tento buscar nas pessoas fidelidade, apoio. Tento. Não consigo. Poucos sabem os meus segredos. E ninguém sabe a totalidade de meus segredos. Sou um ser vivente sem ver a graça em viver.
Procuro mostrar-me imponente, mas o que consigo são inimigos. Mostro quem sou e encontro pessoas com “pena desse pobre menino”. Sinto que chegou a hora de crescer. Mostrar ao mundo que não sou, nem serei um Bentinho. Capitu não irá me trair. Não tentarei arrumar as falhas da adolescência na velhice. Tentarei ser eu mesmo. Forte ou fraco. Calado ou não. Serei Dom. Mas não serei Casmurro

sábado, 19 de setembro de 2009

Ensaio III- Salvador

Vi-me encantado
Seu brilho me animara
Meu coração empedrado
Amolecia a cada manhã

Descobri-te tarde
Mas cedo o suficiente
Para me sentir contente
E de ti fazer parte

Transformei-me
Amou mais do que pode
Levantou quando cai
E em cada olhar estás a sorrir
Mostrou-me a felicidade
E permitiu estar junto de ti

Meu pranto hoje
Inunda a cidade
Cidade movimentada
Cheia de perversidade
Quero ter humildade
E fazer tua vontade

Ofereço-me a ti
Na abandone-me aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ensaio II - nova realidade

Nem tudo acontece
A gente cresce
O sol se põe
E quando amanhece
Uma parte da
Vida passa sem
Ao menos perceber
O que a gente tem

O dia é efêmero
Mas sempre memorável
Não importa se é belo
Ou aproveitável

Os retratos permanecem
Enquanto anoitece
E a música embala
Aquilo que a gente engrandece

“To be or not to be”
Pensei nisso quando dormi
E ao despertar
De um novo jeito amanheci

Nobreza


A vantagem de amores não correspondidos é que podemos amar quantas vezes quisermos. Não precisamos nos preocupar em amar apenas uma pessoa. Somos livres para amar até encontrarmos alguém que corresponda ao nosso amor. Outra vantagem é poder idealizar amores, pessoas. Pela manhã queremos as mais românticas, durante a tarde queremos aquela pessoa mais realista e pela noite queremos alguém que saiu do conto de fadas com direito a carruagem, sapatinho de cristal, fada madrinha e um belo palácio. Humano é bicho estranho mesmo.
Nunca fui de demonstrar o meu amor, mas fui um grande amante. Amei a vida, amei mulheres, amei amigas, amei desconhecidas. Talvez só não tenha amado parentes, pelo menos não dessa forma. Amar parente deve ser algo com respeito e muita cumplicidade. Mas tem que ser um amor fraterno, se não deixa de ser amor e se torna perversidade.
Não vejo problemas em amar. Contanto que não nos sintamos tristes, e nem deixemos outras pessoas tristes. Não tem coisa pior nesse mundo que sofrer por amor. Vejo as pessoas chorarem, outras ficarem doentes, outras perderem a vida, e fico muito triste. As pessoas não aprenderam a amar. E provavelmente não amaram. Quem ama não sofre. A vida de um amante é a mais feliz. Não vê problemas, não vê tristeza e não tem um sentimento possessivo. Quem ama ri a toa. Quem ama sai desejando bom dia para o vizinho, o porteiro, o motorista, o padeiro, sem discriminação de etnia e classe social. Quem ama perdoa. Acorda feliz para ir trabalhar, estudar e volta pra casa com ânimo para alegrar a família.
Às vezes tenho a impressão de que não sei amar totalmente. Mas o pouco que sei me faz feliz todos os dias.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Verbo Ser

"Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer."

Carlos Drummond de Andrade

O que falta?


Falta sensibilidade. Falta educação.
Hoje, seguindo minha rotina, entrei no metrô de São Paulo e fui bem recebido. Levei chutes, fui empurrado. Entendo que as pessoas ficam atrasadas, e não podem perder aquele metrô, mas não há necessidade de tamanha brutalidade. Calma! Tem espaço pra todo mundo(ou talvez não). Mas de qualquer forma, não podemos deixar com que pessoas assim andem impunes e achando que são corretas fazendo isso. Estou completamente roxo, parece que levei uma boa surra. Estou dolorido também.
Não consigo entender como uma cidade enorme e desenvolvida como São Paulo não consiga educar todos os seus cidadãos. Não culpo mais o sistema de transporte. Operários correm contra o tempo para finalizar as obras de expansão das linhas do metrô e da CPTM. Culpo agora os moradores. Não conheço o sistema de transporte publico de outros países, mas tudo me leva a crer que isso só acontece aqui.
Lembro-me que quando era criança e andava de metrô pela cidade, não via nada disso (estação Sé é uma exceção). Essas cenas eram constantes nos trens mal-conservados da CPTM. Eu me sentia confortável até em andar usando o metro. Até preferia ao invés do carro. Hoje minha visão mudou. Prefiro horas no trânsito infernal a ter que participar de lutas-livres diárias dentro de um meio de transporte coletivo.
Outro ponto que me incomoda é a falta de sensibilidade das pessoas. Eu ando diariamente com uma mochila lotada de livros, e isso não me agrada. Acho desconfortável e sempre acho que atrapalho os outros. Mas não tenho escolha. Eis que em uma bela manhã uma amável senhora com seus cabelos brancos reclamou da minha mochila. Falou que eu deveria na usar mochila. Perdi o controle. Não uso mochila lotada porque quero. Não enfrento o metro, trem e ônibus porque acho divertido. Eu moro longe, não tem cursinho perto de casa e eu quero fazer uma boa universidade. Ainda não sei dirigir, preciso do transporte publico - Eu e meus livros. E reclame quem quiser, vou continuar usando a mochila. Basta um pouco de sensibilidade. Se não usar mochila, carregarei onde minhas coisas? Na cabeça?

domingo, 13 de setembro de 2009

Ensaio I - realidade

Meus segredos revelados
Tornaram-se único assunto
Para todos os exilados
Meu país já é adulto
Mas ainda tem tumulto
Dentro e fora do senado
Cinco séculos de glória
Não mais acontece agora
Problema não vem de fora

Uma guerra se armando
E o povo apoiando
Uma floresta destruída
Enche bolso de gente rica

O vírus te contagia
E o índice aumenta
Vivendo na mordomia
Está a nossa burguesia

sábado, 12 de setembro de 2009

Maus literatos dentro da Academia


Acordei atrasado. Algo me dizia que o dia não seria muito bom (não sentia essas coisas até começar a andar com uma amiga do cursinho que vive tendo esses pressentimentos). Tomei o meu leite com Nescau (não é propaganda, mas não gosto de outros achocolatados) e comi pão com requeijão. Era um dia normal. Sem vontade de estudar, resolvi acessar o site da Academia Brasileira de Letras, ABL. Nesse momento me veio uma indignação enorme. A Casa de Machado tornou-se um lugar onde não-literatos assumem cadeiras. Basta ter dinheiro e escrever algumas porcarias. Desculpem-me, mas Ivo Pitanguy é um médico. Quem hoje, além de cirurgiões, leu suas obras?
Se estivesse vivo, provavelmente o Fundador da ABL teria sido contra, até mesmo, a candidatura de tais personalidades. Para tornar-se imortal basta ter um pouco de dinheiro e fama. Os escritos não valem mais nada. O estatuto talvez esteja ultrapassado e necessite de emendas e reformas. Mas quem precisa urgentemente de reformas é o pensamento de toda a diretoria de tão célebre instituto literário. Alguns dos nossos maiores nomes passaram por lá. Alguns eleitos não chegaram nem mesmo a “esquentar a cadeira”, mas o importante é que foram imortalizados.
Infelizmente todo o glamour acabou. Roberto Marinho, Paulo Coelho e todos esses outros pseudo-escritores deveriam saber que quem procura pessoas com dinheiro são os bancos suíços, e não a nossa Academia. Sempre tive vontade de ser um imortal. Mas só me candidatarei se perceber que minhas obras influenciaram o país e se os bons tempos e costumes voltarem a prevalecer sob o teto da Sala de Chá.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um momento no passado


Lucio andava pela cidade. O lixo tomava conta das ruas. Parecia que ninguém por ali habitava. Gente jogada pelas calçadas, um cheiro desagradável e um clima tenso. Um desconforto, um medo. A beleza dos edifícios o encantava. Mármores, esculturas, concreto, bandeiras, portas antigas, janelas de vidro, e um vento que era canalizado pelos prédios grudados uns nos outros. Famílias passeavam, tiravam fotos, faziam poses, comentavam sobre o que viam. Lucio respirava história, respirava indignação e respirava satisfação. Aquela cidade já fora um dia glamurosa. Fora um dia próspera e alegre. Calma também.
Imaginou-se caminhando pelas ruas no começo do século passado. Vendo pessoas bem vestidas, bondes subindo as ladeiras, charretes carregando damas e café. Uma época próspera, onde a preocupação era chegar com o café no porto de Santos. Seria Lúcio a pessoa mais feliz do mundo. Não veria problemas. Não sentiria preocupações desse século...
Caiu na realidade. Deveria cuidar de seu país.

Independência de que??


Liberdade para quem pode. Liberdade para quem quer. Liberdade para quem precisa. Comemoramos hoje a independência do Brasil de Portugal. Comemoramos? Passamos de dependentes de Portugal para dependentes da Inglaterra. Hoje somos dependentes de falsos “messias”. Presidente, senadores e toda essa palhaçada que detém o poder da nação nas mãos. Nossos representantes são verdadeiros monarcas do antigo regime. Nossas vontades, a vontade da nação é negada. Prevalece a vontade de uma minoria poderosa e rica. Brasília está tomada por aproveitadores. Hoje, devemos pensar um pouco sobre aqueles que colocamos no poder. Acreditamos em falsas promessas, acreditamos em mudanças, em evolução. Até quando seremos o país do futuro? Até quando o Macunaíma vai ficar tentando entrar na Liga da Justiça? Até quando daremos oportunidade para que nossos irmãos latinos continuem obrigados a aceitar imposições de presidentes ditadores? A independência precisa acontecer diariamente. O Grito do Ipiranga foi apenas o começo de uma jornada de gritos pela independência. O pobre deve gritar pela independência, e acabar com esmolas dadas pelo governo federal e lutar por trabalho e salário digno. A nação brasileira deve gritar pela independência e lutar pelo afastamento de corruptos dentro do senado. Devemos gritar pela independência de todos os estados que estão com a economia vinculada a São Paulo. Devemos lutar por liberdade de opinião. Chega de aceitar o que nos é imposto. Aliás... independentes ou mortos?

domingo, 23 de agosto de 2009

Que tempo é esse?


Até que ponto estamos certos? Até onde a nossa certeza é válida? Somos sempre movidos por uma força que nos leva a acreditar que somos os seres mais sábios e corretos desse universo. Queremos sempre ter razão, e ter tudo aquilo que desejamos. Não damos espaço para que as coisas aconteçam quando devem acontecer. Somos impulsionados por uma força interna, e cometemos grandes falhas por não esperar o tempo das coisas.
Comprei o DVD Eu e o Tempo do Pe. Fábio de Melo e, em um testemunho ele falou que somos escravos desse tempo. Identifiquei-me rapidamente, e hoje vejo que somos todos escravos desse tempo. Queremos tudo no exato momento da nossa vontade. Não esperamos confirmação alguma. E isso nos leva a desacreditar na existência de um Deus, de destino ou qualquer outra força sobrenatural que acreditamos. Devemos dar tempo ao tempo. Não somos donos dele, mas não devemos ser escravos dele. Somos capacitados para conviver com esse tempo. Por tanto, não tenha pressa, okay?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lagrimas e sorrisos


"A felicidade está a uma lágrima de distância. Seja feliz!" Talvez essa seja a frase mais incoerente que eu já tenha ouvido. Muitas crianças, após terem escutado essa frase, proclamada por uma Fada Madrinha no longa infantil Shrek, teha acreditado que para encontrar a felicidade é preciso chorar. Como assim?
Eu não preciso me debulhar em lágrimas para que encontre a felicidade. Eu preciso apenas ser feliz. Buscar a felicidade. Não seria então uma forma de valorizar o sofrimento? Inbcentivar crianças e adultos a sofrerem para encontrarem a felicidade. Esse talvez é o princípio de vários trantornos alimentares, o início de depressões e vícios. Coicidencia ou não, é que a mesma fada que proclamou a tal frase, também sofria ao fazer regimes em busca de um corpo perfeito. Essa talvez seria a felicidade que ela tanto procurava.
Fica então a minha pergunta: quantos jovens inspirados em desenhos infantis não cometem loucuras? Quantos acreditam em frases ditas sem pensar por personagens, e acabam largados nos cantos depressivos, com problemas de saúde?
A felicidade surge independentemente da tristeza, da solidão, de uma gota de lágrima. Você pode até falar que é um conto de fadas, mas muitos aprendem a viver inspirados nesses mesmos contos, que acabam em filmes de grande audiência, dando mal exemplos, impensáveis ( Não acredito em mensagens subliminares). Precisamos prestar mais atenção naquilo que vemos.

O Escritor

Sempre teve vontade de escrever um livro. Mas nunca soube o que abordar. Pensou em várias histórias, varias personagens, mas nada era novidade. Sua história jamais seria publica. seu sonho foi se tornando algo distante. Via grandes escritores com vendagem de mais de 10 mil exemplares, ganharem prêmios, mas lembrava-se de que seu sonho era impossível. Foi assim que Lúcio cresceu, acreditando na impossibilidade de se tornar escritor.
Aos 16 anos, iniciou um trabalho. escreveu parte da sua história, mas via que era sem graça. Sua biografia não tinha emoções, aventuras e nem grandes amores. O único amor... ah, esse foi de infância e só a encontraria anos mais tarde. Sua obra estava dividida em duas partes: a primeira que ia do nascimento até os seus 11 anos, e a segunda que ia dos 11 anos até os 16. Na primeira parte, nada de emocionante, nada de muito curioso ou surpreendente. Contava sobre a sua família, suas frustrações escolares, e nada mais. A segunda parte, era ainda mais chata - escola, sonhos, pensamentos.
Mostrou a obra incompleta para seus familiares, e todos elogiaram o trabalho. Era uma façanha inédita na família. Mostrou aos colegas e todos gostaram - seria famoso. Mas nenhuma pessoa foi capaz de falar o que estaria disposto a ouvir. Todos elogiaram, mas não falaram o que precisava mudar, o que precisava acrescentar. Critica zero. Ele mesmo ainda não tinha revisado, nem lido com tanta atenção. Leu. Chorou. Estava horrível. Jogou fora. Jamais seria um escritor. Jamais estaria concorrendo a algum prêmio. Dando entrevistas e entretendo as pessoas com suas palavras.
"Bola pra frente!" Foi essa a frase que proclamou após chorar. Secou as lágrimas. Pegou um livro em sua mão. Abriu e começou a ler. Era Grande Sertão: Veredas. O nome tinha chamado a atenção de Lúcio quando comprara, mas nunca lera. E aquela era a grande oportunidade. Leu, emocionou-se com a história. Devorou o livro. Notou que era preciso percorrer pequenos caminhos, veredas. Essa era a grandiosidade. O Grande Sertão era, na verdade, pequenos caminhos; assim seria a sua obra: Grandiosa pela simplicidade. Não eram grandes textos que o faria grande escritor, e sim pequenos textos com simplicidade mas grandiosidade naquilo que queria passar.

sábado, 11 de julho de 2009

Que Belo Horizonte!

"Que Belo Horizonte!"Foi assim que O Santo Papa João Paulo II se referiu aos jovens de BH em sua homilia. eram jovens mineiros, paulistas, cariocas, enfim, brasileiros. Jovens que comoveram o Papa, que o alegraram, e que tornaram a viagem ao Brasil inesquecível. Bento XVI também ficou animado ao ver no Pacaembú, milhares de jovens atentos e emocionados escutando o que era passado a eles. Eram mensagens para viverem a fé, a santidade, amor ao próximo e amor a Jesus. Mas hoje, vejo que esse belo horizonte já não é tão belo assim.
A nossa juventude foi tomada por vícios, por comodismos e por futilidades. Esquecemos a nossa essência de juventude, de luta por igualdade, por liberdade. Tornamo-nos coniventes com a violência, com a pobreza, com a injustiça. Deixamos de ser jovens que buscam melhores condições de vida comunitária, e nos tornamos preocupados com uma vida individualista. Onde está o teu irmão? Onde esstá o amor que nos move? Onde está o senso de justiça? Sim, tudo isto está em roupas caras, muito dinheiro, muito luxo. Não é atoa que o nosso país passa por inúmeras dificuldades em buscar a igualdade social. Um é mais preocupado com o próprio bem-estar do que o outro.
Passamos na rua, vemos gente com fome, e não somos capazes de oferecer um pedaço de pão. Não oferecemos um gole de água. Precisamos buscar retornar a imagem que tínhamos quando João Paulo II proclamou qeu éramos um belo horizonte, e de fato melhorarmos a nossa face. Estamos lindos fisionomicamente, mas estamos podres na nossa essência. Aquilo que realmente importa já não faz mais sentido.
Então, que belo horizonte é esse?

domingo, 5 de julho de 2009

Chega de Sujeira


Parece incrível a falta de educação do ser humano. Não consigo entender porque as pessoas sujam as ruas, maltratam animais, não respeitam o próximo. Não sei sei isso acontece só aqui no Brasil, ou se no munod inteiro é assim, mas fico irritado quando as pessoas me empurrar e não pedem desculpas, quando as pessoas jogam animais nas ruas. E fico irritadíssimo quando vejo pessoas jogando lixo nas ruas.

É cada vez mais frequente ver pessoas mascando chicletes e soltando a embalagem enquanto caminham, ver portas de barsinhos pela manhã, lotada de copos descartáveis, papéis e outras embalagens. Depois começam as chuvas, surgem as enchentes e a população culpa governantes.

Está na hora de pararem com essa hipocrizia. Fumantes também me irritam. Não pelo fato de fumarem, mas por jogarem restos de cigarros em qualquer lugar. Custa guardar? Encomoda? Então porque fuma? Eu aguento numa boa mudar de lugar para evitar fumaças de cigarros, tolero aguentar pessoas fedidas dentro dos trens, mas não tolero vê-las jogando cigarro nas ruas. Fumar é um vicio. MAs jogar lixo nas ruas não.

Outro dia, quase fui acertado por um cigarro que caiu do alto de um prédio. Não existe porta-lixo dentro do escritorio do executivo? O cigarro o encomoda dentro da sala? Incrível, mas ele também me encomoda nas calçadas, nas sargentas, nas vias de circulação. A história contada por uma amiga está especificada no link: http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?rl=pc&uid=7164710231169775909&aid=1243610789&pid=1246662121118

Não vou crucificar os fumantes apenas, vou crucificar tambémos outros porquinhos que jogam qualquer coisa nas ruas. Afinal, se tem espaço nos bolsos para carregar tantas coisas, deve ter um espeço para colocar o lixo e esvziar na liveira mais perto.

Precisamos denuncair essas pessoas que sujam nossas cidades.

Homenagem à Minha Grande Amiga


Odeio carioca. Isso foi a primeira coisa que pensei logo que você chegou na minha vida. Mas com o tempo as coisas foram mudando. Usamos dois anos para que pudéssemos entender que seríamos como dois irmãos inseparáveis. Precisamos da Natália como mediadora e do comentário da Prof.ª Jane [eu vi a reportagem da menina morta no mato e lembrei de você Suyenne, que já namora]. Sim. Bastaram um comentário e um intervalo para que fossemos grandes melhores amigos. A partir desse dia foi sempre difícil não ter você por, pelo menos um dia.
Lembro que ao final de 2004 procuramos o nosso Professor de Matemática, que morríamos de medo, para saber se você estava aprovada (até hoje não entendo como conseguiu tirar notas maiores que as minhas nos simulados de matemática no final do terceiro ano, sem ao menos ir para a escola direito) e de braços dados pulamos de alegria ao saber que estaríamos juntos no próximo ano. Foi aí que percebemos que um era essencial para o outro.
Nossa amizade sempre foi “vida louca”. Já ficamos com roupa azul “só para combinar”, já fizemos chaveiro de coração “só para eternizar nossa amizade”, invadimos o hospital da cidade (hoje falido) para perguntarmos para algum médico alguma coisa que eu não lembro, (aliás, a única coisa que lembro desse dia é que não consegui prestar atenção em nada do que a médica disse, só conseguia segurar a minha risada, pois a médica era baiana e errou o seu nome). Já fizemos compras juntos para acamparmos na escola. Já inventamos que seríamos saudáveis e compramos um pacote de maçã da Mônica, mas a nossa vida saudável durou um dia (o domingo em que compramos as maçãs, na segunda já estávamos gastando horrores na cantina do colégio). Corremos loucamente para fazer um trabalho de última hora no dia do seu aniversário, e eu ainda tive que ir com a sua irmã para a escola de van, e eu ocupei o seu lugar no transporte. Criamos inimigos, a também amigos. Testamos o seu ex pelo msn na minha casa (e mesmo sabendo que ele não tinha dado bola pra menina inventada você chorou de raiva). Tentamos estudar, mas o que fizemos foi dar risada.
Ficamos uns 4 meses sem nos falar, só porque você não contestou a sua mudança de sala, e preferiu me abandonar. (Essa eu nunca tinha te contado - foi puro ciúmes). Trocamos cartas, papéis de balas, de chocolates. Compartilhamos aflições, indignações, raivas. Ficamos tristes quando você saiu do prédio e foi para a casa quadrada, quando seu pai teve vontade de te trocar de escola. Você já me fez falar com a Psicóloga do Colégio quando eu odiava a idéia de ter uma irmã e minha mãe estava grávida, já me fez tirar fotos bizarras, compactuar com a sua mentira de que estava no hospital e de fundo tocar a musica: “D’avó hipermercaadoos”. Escolhemos o seu vestido de formatura juntos, e procuramos loucamente a minha roupa no tom azul ( hoje eu simplesmente vejo que éramos bregas e burros – Não existe smoking azul). Planejamos viagens para a Itália, para Argentina, fui convidado para ir ao Rio de Janeiro, mas nada disso foi concretizado. Você já me deixou ir parar no 15º andar do prédio quando eu tinha medo de elevador, já me deu bronca, já me elogiou, fez perguntas cretinas (já descobriu se faz xixi?? Hasuhasuhaus), entrou no meio do ano na minha sala e eu te atormentava todos os momentos falando que era do B. Já me fez rir só de escutar alguém falando “ Mas como??” Tentou trocar sua fala para,mas o que poderia sair era: “Como mas??”.
Além de todas essas coisas, você fez aprender que nem todo carioca é nojento, insuportável e bronzeado do Sol. Nem toda loira é burra (Você passou em primeiro lugar em jornalismo na OMEC). Nem todas as lições de espanhol são inúteis e nem todas as músicas de RBD são em espanhol e português (tem uma em inglês). FEZ-me aprender que o tempo passa e que nós envelhecemos e continuamos com os mesmos anseios de anos atrás. As revistas precisam de conteúdo e não só fotos sexy e reportagens sobre escovas de cabelo. Aprendi que procurar churrasquinho de gato além de nojento é cansativo e assustador. Concluí que todos os seus namorados me odiaram porque éramos mais unidos que namorados, mas nunca perceberam que éramos irmãos, amigos de infância (parecia né?). Você me ensinou que Santo André fica mais longe que o Rio de Janeiro, e que quando temos tios ricos, nos vestimos com elegância para festas em família. Aprendi a economizar telefone (vai que meu pai resolve ter a mesma idéia que o seu e também não paga a conta de propósito), aprendi a usar o computador com coisas mais interessantes que pesquisas escolares ( Orkut e msn), aprendi que festas do inglês não são legais, e que em brinquedos do shopping também dá para tirar fotos. Aprendi que nunca é legal ir pra universidade aberta depois de fazer redação e sem ter informação alguma sobre os horários de funcionamento da universidade. Aprendi que shows gratuitos são sempre horríveis e nos deixam gripados. Aprendi que não é legal pedir para a aniversariante tocar a nossa música (ela me fez cantar com a banda).

Bom... resolvi falar tudo isso à você não sei o porquê.
Só sei que vocÊ faz falta.
Nunca imaginei que teria você longe.
Pensei que saudades de amigos era conto de fadas
Choro por você
Dei colete para a carta que ia mandar no seu niver ( Fiquei com preguiça de comprar o postal de São Paulo e de ir ao correio)
Quero comer o pavê de bombom da sua mãe!

Sulene... amo você muito!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amores


Lúcio sempre teve o seu lado sentimental menos utilizado. Amava e odiava, nada mais. Não chorava, não esboçava felicidade, odiava abraços e falava muito pouco. Geralmente, não se intitulava carente, embora seus poucos amigos afirmarem que era.
Aos poucos Lúcio se tornava uma pessoa comum, sem diferenças. Tudo o que achava interessante, logo absorvia, e passava a fazer parte de sua vida. Sua inteligência era a única coisa que o diferenciava das pessoas. Sempre teve as melhores notas da turma, mas mesmo assim era pouco requisitado para qualquer atividade- sua falta de sentimentalismo o atrapalhava.
Com o passar do tempo, adquiriu novos amigos, tornou-se popular e começou a rir mais. Mas trocou o coração por uma pedra. A rebeldia fazia com que Lúcio cada vez mais se destacasse. Mas não era um bom destaque. Nas rodinhas, era sempre o assunto principal. Lúcio não sabia que estava tão rebelde. Para ele era normal. A medida que ia crescendo, aproxamiva e afastava-se das pessoas rapidamente. Tinha um humor instável. Seus pais acreditava inclusive que fosse bipolar.
Na adolescência, apaixounou-se por várias garotas. Não era tão bonito, mas não fazia parte de um grupo grande que, cá entre nós, tinha apenas garotos feios. Sim, era um meio termo. Mas poucas garotas olhavam para ele. Vestia-se bem, era perfumado, inteligente, proveniente de uma boa família, mas nada disso atraía suas musas. Frequentemente, como que em flashback, vinha a imagem de uma garotinha linda. Era o grande amor de sua vida que, por razões infinitas, se distanciou. Mas nunca a esqueceu. Catarina era a menina que pedira a Deus.
Aos poucos, Lúcio experimentava novos sentimentos: saudade, respeito, admiração, compaixão, além de amor e ódio. Experimentara a indiferença, e viu quão amargo era esse sentimento. Após anos de separação e mais velho, Lúcio reencontrou Catarina. Os dois conversaram dias seguidos, e cada vez que olhava nos olhos de Catarina, a amava mais e mais. Foram à festas, à casa de amigos e, talvez, se um segredo o fosse revelado antes de tudo, evitaria maiores sofrimentos.
Catarina estava solteira, e embora não parecesse, amava um ex-namorado. Lúcio não sabia disso. Todos os dias, admirava sua amada, e sentia reciprocidade. O tempo passou. Separaram-se.
Comunicavam-se por mensagens, e-mails, telefonemas. E Lúcio sentia que Catarina estava cada vez mais distante. Algo o dizia que um sofrimento maior que a separação estava chegando. Passava noites pensando em sua amada. Os dias eram cada vez mais longos e monótonos. E a notícia chegou. O telefone tocou:
- Lúcio, não sabe o que me aconteceu! Todos os dias você me deu forças, me alegrou, mostrou que a vida é uma caixinha de surpresas. Um dos maiores presentes for ter te conhecido.
A essa altura, Lúcio já se debulhava em lágrimas, e a voz do outro lado da linha continuou:
- O que me aconteceu foi inesperado, mas confesso que estou muito feliz. Você sempre foi meu CONSELHEIRO, e desde quando nos conhecemos, ainda crianças, guardo você em meu coração.
Lúcio não se conteve, e declarou:
- Eu te amo!
O silêncio pairou sobre o mundo inteiro. E do outro lado da linha, uma voz triste delcarou:
- Desculpa, mas liguei para falar que estou namorando, e que a minha aliança é linda. E queria te agradcer por me abrir os olhos e me mostrar quão especial é o Gabriel. Desculpa por não corresponder o seu amor. A culpa da minha felicidade também é sua e...
Lúcio chorando desligou o telefone.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tentar é necessário


Porque ter medo de tentar? Lúcio acordou pela manhã com vontade de tentar várias coisas em sua vida, mas algo o impedia. Fez sua higiene matinal, desceu as escadas e foi recebido por sua mãe com um belo sorriso e um beijo. O dia começara bem- pensou Lúcio. Tomou um suco de laranja, tomou leite, comeu alguns biscoitos, um pão e uma maçã. Ao ingerir lentamente a maçã, pensava o que seria de sua vida a partir daquele momento. Precisava tomar decisões, e nem imaginava a reação das pessoas. Lembrou-se que pelo Crisitanismo, ele existia porque Deus o fez, e porque Eva e Adão comeram o fruto proibido. Sim, eles tentaram. Porque não tentar também?

Seguiu em direção à porta. Cada passo que dava era sinal de que havia crescido e deveria tentar fazer aquilo que ele queria. Encostou à porta, a abriu e partiu. Teve uma sensação de vazio- era o medo que estava tomando conta dele- mas Lúcio persistiu. Chegou na organização, respirou profundamente, criou coragem e apresentou-se como Lúcio, um voluntário. A recepcionista o levou para conhecer a organização, mostrou a ele todas as crianças. Ao vê-las, Lúcio sentiu que precisava amar cada uma delas, para que fizesse o seu propósito de verdade. Fez todos os preparativos e prometeu voltar no dia posterior com muita vontade de ajudar as crianças. Foi para a casa, e passou o resto do dia preparando atividades, procurando materiais, fatansias. Após realizar essas tarefas, ligou para os amigos e marcou um filme em sua casa mesmo. Estava com vontade de assistir mais uma vez TITANIC. Os amigos chegaram pontualmente. Lúcio empolgado contou que estava com medo, mas não iria desistir. Os amigos o deixaram relaxado, assistiram o filme e foram embora. Mais uma noite pela frente, e quando acordasse compartilharia um pouco com outras pessoas tudo aquilo que aprendera durante toda a sua vida.

Amanheceu. Lúcio mal se continha de ansiedade, não podia ficar em casa nem mais um minuto. Tomou um suco rapidamente e, foi para a sua atividade. Sentia que tinha borboletas no estômago. Parecia uma criança indo para a escola no primeiro dia de aula.

As crianças da insituição tinham preparado uma música para o recepcionar. Logo que chegou, Lúcio já se emocionou. Passado algum tempo da cerimônia, as atividades começaram, e Lúcio pôde perceber que não precisava ter medo. Tudo ocorria normalmente, e mesmo com alguns imprevistos, não sentia mais borboletas no estômago. Elas teriam voado para alegrar o dia de todas aquelas crianças?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Rir é sempre o melhor remédio


Pensando sobre a vida, vi que quando dou risada me sinto bem melhor. Muitos me falavam que se eu desse mais risadas seria mais saudável, mais feliz, falavam que quem ri evita depressões, angústias, falavam que dar risada evitava rugas. E como sensato que sou, lógico, não acreditei naquilo que, pra mim, era crendice popular.

Mas tenho que contar um segredo: Rir me fez um 'bem danado'. Ultimamente tenho discutido menos, levado a vida mais natural, sem estresses, sem crises existenciais, sem mal humor. E olha que eu sou mestre em mal humor, crises, choros, tudo aquilo que acaba com o dia de qualquer um.

Todas as manhãs eu encaro trem lotado, sou empurrado, pisoteado, e até a ofendido sem ter feito nada. Mas nada disso me deixa irritado. Convivo com a falta de educação de motoristas e cobradores de ônibus que não falam bom dia, convivo com pessoas que não pedem licença, desculpas, leio nos jornais que o meu país tem os maiores impostos do mundo, tem um dos piores* senados (*em piores, leia mais corruptos), uma das piores educação, saúde e segurança públicas. Sim, eu tenho motivos para viver uma vida amarga. Mas para quê?

Ao contrário do que está pensando, não dou risada dos problemas que me rodeiam. Dou risada para evitar criar mais problemas para um país quejá tem muitos para resolver. Realmente RIR É O MELHOR REMÉDIO!

sábado, 20 de junho de 2009

O essencial é invisível aos olhos


Responsável por aquilo que cativas. Era só nisso que Lucio pensava depois de fechar o livro. Mas o que é cativar? Mas o que é responsabilidade por aquilo que cativamos? Lucio estava diante de um problema. Se ele cativasse alguém seria responsável. O que Lúcio não sabia é que a responsabilidade empregava um sentido figurado na frase. E continuava pensando.

Para ele, o Pequeno Príncipe deveria cuidar da rosa, da raposa como um pai, e isso o tornava responsável pelo que cativou. Lucio não tinha uma rosa, e nem uma raposa, tinha amigos, e não queria tornar pai deles, mas queria continuar sendo amigo mesmo os cativando. Lucio adormeceu em seus pensamentos. Sonhou. Acordou. Continuava sem rosas, raposas e com amigos. O problema que tinha em suas mãos era grande. Reclamou ao professor que recomendou o livro a ele.

Lucio viveu anos com essa indagação e cativando os amigos. Não era responsável por nenhum deles. LEu mais uma vez o livro e sua pergunta já não era a mesma. Ele percebeu que era responsável pelos seus amigos mesmo não sendo o pai deles. Ele era responsável porque dava amor, atenção e sua amizade a todos eles. Mas a pergunta que rondeava seus pensamentos era: como fiz tudo isso e não percebi?

A reposta de Lucio estava bem próxima. Bastava ele pensar mais um pouco. Uma voz interrompeu o seu pensamento. Era sua mãe avisando que seus amigos o esperavam na sala para se divertirem.

Exagero Nacional do Ensino Médio


Será falta do que fazer? Não sei o que acontece. Mas queria uma real explicação para ter tanta gente lotando as salas dos cursinhos pré-vestbulares por aí. As faculdades não aumentam o número de vagas, o governo não incentiva a educação como devia incentivar, as universidades particulares vivem em um mundo capitalista onde só querem o dinheiro dos alunos e não investem em qualidade de ensino. Onde esse país vai parar?

As vezes acredito que não tem mais o que fazer com a educação desse país. E sabemos que o número de interessados em ingressar em uma boa universidade não é nem a metade de todos aqueles jovens que saem do ensino básico, e se mesmo assim as vagas são disputadas ponto a ponto, o que aconteceria se todos os jovens procurassem essas universidades públicas e de renome? Eu deveria estudar 23 horas e dormir 1 hora para conseguir realizar o meu sonho, ou ainda seria pouco??

Enquanto o Brasil não encontra a solução adequada para esses problemas, é melhor eu continuar a minha rotina de cursinho pela manhã e mais umas 4 ou 5 horas de estudo em casa. Afinal, a única saída do governo federal foi adotar uma prova que durará 10 horas e esgotar todas as energias de qualquer vetibulando antes mesmo de começar a maratona de vestibulares concorridos como FUVEST, UNICAMP, VUNESP, PUC.



terça-feira, 16 de junho de 2009

O exemplo


Lucio andava pelas ruas todo desconcertado. Não sabia o que fazer diante de todas as situações. O vai e vem das pessoas o deixava ainda mais desconcertado. Via as familias felizes caminhando pelas ruas. Via adolescentes rebeldes, menininhas delicadas, freiras, monges, judeus, mendigos, trabalhadores, desempregados, doentes, ricos, pobres, enfim, via uma infinidade de pessoas e percebia que ele seria diferente. Sentiu-se escolhido. Escolhido??

O tempo passava, e cada vez mais estava encanado com seus pensamentos. tinha vontade de constituir familia, mas tinha medo. Tinha vontade de trabalhar, mas também tinha medo. Tinha vontade de largar tudo, mas também tinha medo. A vida de Lúcio era complicada. E ele ainda nem tinha completado 18 anos. Estava apenas no começo de sua vida.

Lucio semnpre foi um menino tranquilo, embora não gostasse de ser contrariado. Cresceu em uma familia muito unida. Não foi rico, mas também não foi pobre. era considerado classe média. No colégio sempre apresentou boas notas. Gostava das letras. Lia frequentemente. Tinha tudo o que queria. Seus pais alimentaram o filho com muito amor e muitos presentes. Da família, era o que levava a melhor vida: viagens, roupas caras, boas escolas, cursos variados, games, celulares. De uma coisa Lúcio nunca pode reclamar: de seus pais.

Depois que cresceu, preocupava-se em alegrar os pais. Queria de alguma forma fazer tudo o que eles desejavam. Mas nem tudo o agradava. Os pais queria que ele entrasse em uma universidade, que controlasse a empresa da família, que namorasse, que fosse para a igreja, que se divertisse com amigos, mas tudo com muita responsabilidade. Lúcio fazia quase tudo. Mas existiam coisas que não lhe agradava. Jamais imaginou ser empresário, namorado e levar uma vida divertidíssima saindo com os amigos todos os dias. Lucio era diferente.

Alguns amigos nunca notaram quão especial ele era. Outros viviam o comparando com outras pessoas. Lúcio não agradava mais os pais, os amigos e nem ele mesmo. De um dia para o outro, mudou de vida completamente. Tornou-se agressivo, não ligava mais para os sentimentos alheios, não guardava mais os seus pensamentos, ia mal no colégio, parou de ler, de frequentar a igreja. Fechou-se em um mundo que não existia. Lucio tinha dado as costas ao mundo. E o mundo não exitou, logo deu as costas ao Lúcio.

Chorava dias inteiros, vivia em uma completa solidão. Seus pais tentavam contato, mas sempre eram destratados. Lúcio, depois de tanto sofrimento, foi reestabelecendo sua vida. Voltou a ser o exemplo da família, a ter bons amigos, e a procurar agradar os seus pais. Algo tinha acontecido na vida de Lúcio. Mas nem ele sabia. E agora estava caminhando pelas ruas da cidade, observando as pessoas e pensando qual seria o próximo passo a dar em sua vida. Poderia ser o começo de mais uma longa solidão.

domingo, 14 de junho de 2009

Gratificante











Nem acredito que ontem deu tudo certo. Poucas vezes eu consegui fazer tudo o que eu tinha que fazer. Tudo bem que não fui para o RPD, mas consegui ajudar nas tarefas de casa, estudar, arrumar as coisas para a missa jovem ontem ( que pela Graça de Deus deu tudo certo), rezar o terço com o pessoal da comunidade, servir na missa e ainda ir para uma festa.
Ah.. Quero agradecer todos os jovens que participaram ontem da nossa missa. Foi muito abençoado. E queria me desculpar pelas correrias, sei que não sonsegui falar com todos no final, mas já estava atrasado. Mas estou muito contente em saber que a juventude desse país se preocupa com as coisas de Deus. Meu coração estava bem inseguro, mas depois que os vi lotar os bancos reservados e ver o quanto estavam animados, me acalmei e deixei que o Pai fizesse o resto. Fiquei contente também porque o terço que me propus a rezar antes da missa deu certo. Eu sei que a minha oração junto com a oração de todos os que estavam lá rezando foi atendida, e me deu mais ânimo para viver constantemente em busca da santidade.
Já ia me esquecendo de falar da festa. Foi na casa de uma amiga, e me diverti bastante. Revi duas pessoas especiais e ainda tive a oportunidade de desabafar, e ouvir desabafos. Fiquei bastante emocionado ao lembrar do meu tempo de colégio. E a saudade aumentou bastante. O que eu tenho a dizer?? Obrigado por existirem.

Pequenas mudanças

Sempre acreditei que crescer seria fácil. Era apenas sair da escola, entrar na universidade, pegar o diploma, começar a trabalhar, e pronto, nada mais. Depois de um bom tempo casar, ter filhos e educá-los, envelhecer... Mas quando comecei a crescer, vi que as coisas não são tão fáceis assim. Vi que meus amigos deram um rumo à vida deles e entraram em um mundo desconhecido. Tornaram-se lembranças em minha vida. Muitos também ficaram parados na vida, e assim como eu não sabem para onde ir. Crescer me dá medo.
Com o tempo meus pais cobraram de mim responsabilidades, eu cobrei responsabilidades. E isso me machucou. Não pela forma de que fui cobrado, mas porque fui cobrado, e isso nunca tinha acontecido. Eu precisava tomar decisões, precisava mudar de vida. Mas muitas coisas me impediam. Passeis algumas noites sem dormir para poder entender que o que eu queria era fazer o que me dava prazer, e não dinheiro. Mudei completamente o rumo da minha vida.
Antes, o menino mimado e ingênuo que mal sabia colocar o bilhete na catraca do trem, passou a utilizar o trem todos os dias. Acordar cedo, estudar muito, fazer novas amizades, ver chegar o dia da aprovação do vestibular cada vez mais próximo. Seguir um passo da cada vez, isso era o mais importante. Mas continuava confuso, queria o conforto de ter a minha mãe para me buscar na porta do colégio todos os dias no horário que eu pedisse, acordar cinco minutos antes de começar as aulas, conversar com amigos todos os momentos, reclamar, dormir tarde para ficar on-line. Esse era o meu mundo perfeito. E eu sentia saudades. Saudades de ter um ombro para chorar, saudades de ter uma segunda chance em tudo.
Hoje superei uma parte dos meus medos. E vi que crescer significa muito mais do que imaginamos. É um processo lento, que envolve ilusões, dificuldades, alegrias, choros, dores, sensações de vazio e, paradoxalmente, sensação de que está tudo completo. Continuo crescendo, lutando por tudo aquilo que desejo. E estou só no começo de transformações intensas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Um dia quase atípico


Mais um dia de estudos. Minha vida se resume bastante em estudar, rezar, comer, falar... Hoje, caminhando pela gelada Avenida Paulista tive diversas sensações estranhas. Primeiro o frio (nos relogios marcavam 17°C, mas pareciam uns -17°C- sem exageros!), depois hoje é dia dos namorados aqui no Brasil, e por ser uma emenda de feriado, casais tiraram o dia para fazerem passeios românticos no cartão postal de São Paulo. Não sei se foi dor de ctovelo, mas achei bem estranho e nojento, ou melhor, muito nojento. E falando em 12 de junho, hoje até mesmo na TV paga está passando programas românticos para casais apaixonados. Nem quero ver o que ocorre na TV aberta.Tirando essas sensações estranhas, e mesmo sendo "feriado", fui estudar. O cursinho estava vazio, silencioso, mas todos estavam muito afim de estudar. Inclusive eu, e por esse motivo, me chamaram de estranho. Confesso que dei boas risadas hoje, mas queria mesmo estudar, a preocupação com vestibular está aumentando a cada dia. E por eu estar, segundo o pessoal do cursinho, com cara de preocupado, inventaram uma nova série para o canal Sony... Sim, é isso mesmo, um novo programa, o Desperate Deusboy. Então.. vai a dica: Não percam essa nova série, será muito boa.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mais uma tentativa

Mais uma vez vou tentar manter um blog. Sempre começo bem animado, mas o tempo vai passando, e eu vou me irritando e odiando postar no blog. Dessa vez vou tentar postar todos os dias e manter o blog até o fim (blog tem fim??) .
Para começar, já vou avisando que estou gripado, com dores no corpo inteiro, morrendo de vontade de estar confeccionando o tapete de Corpus Christi aqui na minha cidade, mas minha mãe me proibiu, porque está muito frio e chovendo. Enquanto fico em casa, nessa monotonia, aproveitei para começar um novo blog e escutar música. Mais tarde vou estudar, afinal, vestibular da PUC está ai praticamente, e eu estou com muito medo =/