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Uma mistura do erudito com o popular. Nada simples e nada sublime, ocupo-me com o que me interessa. Leio e escrevo para viver, é uma necessidade para ser feliz. Tenho manias, preconceitos e afinidades como todos tem. Sou um garoto criado sob uma redoma de vidro e não me envergonho disso. Gosto de poema, ouço Mozart, curto pop art, uso all star e gravata borboleta. =)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quando existir um Brasil, avisem-me!


Só quero viver em um país mais igualitário socialmente. Quero viver sem ter o medo de enfrentar uma guerra. Quero viver sem ter medo de ser assaltado na primeira esquina que virar ao sair de casa por um pai de família desesperado em busca de alimento para seus filhos. Que país é esse onde encontramos pessoas jogadas ao chão como papéis de balas deixadas caídas dos bolsos? Digam-me! Quero me localizar. Estou cansando de ver tanta desgraça.
No lugar que chamam de Capital Federal ocorrem os maiores roubos da história. São milhões de reais desviados dos cofres públicos para o bolso de ricos e bons políticos que outros colocaram no poder. Desculpem-me todos aqueles que votaram em nosso amado Presidente da República, mas que bela escolha hein?! Isento-me de culpa sobre as escolhas políticas até a próxima eleição (se houver!), uma vez que não podia votar pela pouca idade. Mas culpo todos aqueles que foram às urnas e elegeram uma ameaça à sociedade. Sim, é uma ameaça! Colocar um populista no poder é pedir por ditaduras, reeleições e golpes de estado. Um populista no poder é sinônimo de esmolas aos pobres não de distribuição de renda. Não sou do tipo comunista, socialista, anarquista ou qualquer outra forma de governo, aprecio a democracia e o capitalismo, mas peço que tenham responsabilidade ao colocar um político desses no governo.
Tivemos grandes avanços econômicos, sociais, uma melhora numérica nos nossos índices e hoje temos um alto IDH (0,8), mas de nada vale essa melhora quantitativa se não houve melhora qualitativa. Somos cercados de pobreza, desemprego, injustiças sociais. Ainda temos problemas com saúde, educação e transporte público(se tiverem dúvidas tente realizar alguma intervenção cirúrgica em hospitais públicos, pegue um trem da CPTM às 6horas da manhã e depois tente embarcar no metrô de são Paulo no sentido Corinthians-Itaquera às 18 horas na estação Sé. Notarás um certo déficit no transporte público. Sobre a educação, basta pegar algum aluno de periferia e mandar ler e interpretar algum texto jornalístico, ler algum artigo da The Economist e mandar resolver uma equação do segundo grau que resultou de um gráfico de física. Entenderás o que eu falo.). Não está na hora de sairmos às ruas em busca do nosso interesse? Que democracia é essa que censura jornais e propagandas? Que democracia é essa em que as pessoas são OBRIGADAS a votar e alistar-se no serviço militar? Que democracia é essa onde presidentes “aceitam” ter como presidente do Senado alguém acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes? (Não faço parte de O Estado de São Paulo, posso falar mal do Sarney, ainda não fui censurado). Quero saber que tipo de democracia é essa. Estou farto de ver jovem sem vontade alguma de estarem “antenados” com a política nacional.
O que eu quero, dessa vez não é utopia. O que eu quero é o que deve existir. Não falo dessa vez de amor, de carinho, ou de qualquer outra forma de sentimento. Eu falo de uma realidade que deveria prevalecer no “Florão da América”. O tempo de lutar está acabando. Depois não adianta gritar por liberdade. Guerras e golpes se aproximam.Só não esqueçam de me avisar quando existir um Brasil.

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