
Curtir um bom som e ler um bom livro são coisas que me dão muito prazer. Ultimamente encontrei dificuldades e soluções para conseguir fazer o que mais gosto. Dificuldades em escutar uma boa música. Ainda não em adaptei em ouvir música no trem, é impossível não me enroscar no fio do fone de ouvido e arrebentá-lo. O que me resta é escutar a música dos outros. Estou diante de um grande impasse: ouvir funk! Música que caiu no gosto das camadas sociais mais baixas e tomou conta dos vagões da Linha E da CPTM. As minhas leituras tornaram-se mais rápidas (apelidaram-me em casa de devorador de livros), e eu leio durante as longas viagens diárias feitas até o cursinho.
Mas nada é tão prazeroso do que ler ouvindo uma música de Villa-Lobos, ou ao som de Maria Rita, Zélia Duncan e outros do gênero. Sentar na poltrona da sala de estar e afundar-me na leitura aos sábados e domingos tornaram-se impossíveis de serem realizadas. Mas dentro de mim ainda existe uma vontade de ler confortavelmente, sem o balanço do trem, empurrões e ao som de músicas típicas de jovens “malandros”.
Não gosto de criticar as pessoas por terem outro estilo de vida. Geralmente eu evito pensar que existem diferenças entre mim e outras pessoas. Mas torna-se inevitável ao me deparar com celulares modernos com suas variadas funções não ter ao menos um fone de ouvido. Poxa! Onde está o respeito com outras pessoas? Eu não obrigo ninguém a ouvir minhas músicas que agradam poucas pessoas. Eu respeito para ser respeitado! Sonho com o dia em que eu poderei sentar na minha poltrona sem me preocupar com nada, apenas em ler, ouvir música e tomar o meu bom e velho chimarrão.
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