
Dias que tudo me alegra. Dias que o Sol brilha mais, o vento é mais fresco, os pensamentos são menos interrogativos. Dias que não me sinto escravo do sistema. São aqueles dias que recebo bom-dia por todos, que abraço quem eu amo. Dias que controlo minha sinceridade. O mais engraçado é como esse dia começa. Geralmente é quando pela manhã, mesmo escuro, digo:
- Bom dia Sol.
È quando eu acordo pensando em alguma música boa, ou sonhei que sou amado. As vezes, basta eu olhar no espelho e ver que ainda me restam traços infantis e me sinto inocente.
Quando tudo me entristece é quando acordo e escuto o barulho da chuva. Começo a ter crises existenciais. Um bom-dia basta para que eu seja tachado de monstro, mal-educado e outras coisas. Nesse dia sempre vejo violência, miséria, solidão. Sempre fico confuso e penso se devo oferecer ajuda. Tento ser melhor. Tento ser carinhoso. Mas fico sempre com medo de invadir o espaço alheio. Acho que as pessoas são como eu e gostam da solidão.
Felizmente a vida é assim. Tem dias...
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