
Correr pelo mundo gritando que sou feliz, que sou livre. Comemorar a minha vida, os meus amigos. Celebrar a minha família, os meus amores. Viver sem medo de errar, essa é a minha grande vontade. Já perdi muito tempo estabelecendo limites para a minha felicidade, buscando uma civilidade que só eu tenho. Perdi tempo com etiquetas, com códigos morais, com marcar, rótulo. Preocupar-me-ei agora com a minha felicidade. Lutar pelos meus sonhos. Quero o mundo, e isso ainda é pouco para quem um dia quis o mais simples: reconhecimento.
Olhar o álbum de fotografias é uma das piores atividades de hoje. Lembrar que os bons momentos poderiam ser melhores se eu tivesse uma maior ambição. Caminho com um profundo arrependimento de não ter feito que tive vontade de fazer. Arrependimento de ter dado o meu melhor para os outros e não para mim mesmo.
Ainda não tenho o reconhecimento. Sou rotulado. Sou odiado. Sou amado. Mas sou feliz. Encontrei em mim o poço da felicidade. Sim, no final do arco-íris tem o pote de ouro. E esse ouro se chama eu-lírico.
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