Quem sou eu

Minha foto
Uma mistura do erudito com o popular. Nada simples e nada sublime, ocupo-me com o que me interessa. Leio e escrevo para viver, é uma necessidade para ser feliz. Tenho manias, preconceitos e afinidades como todos tem. Sou um garoto criado sob uma redoma de vidro e não me envergonho disso. Gosto de poema, ouço Mozart, curto pop art, uso all star e gravata borboleta. =)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lagrimas e sorrisos


"A felicidade está a uma lágrima de distância. Seja feliz!" Talvez essa seja a frase mais incoerente que eu já tenha ouvido. Muitas crianças, após terem escutado essa frase, proclamada por uma Fada Madrinha no longa infantil Shrek, teha acreditado que para encontrar a felicidade é preciso chorar. Como assim?
Eu não preciso me debulhar em lágrimas para que encontre a felicidade. Eu preciso apenas ser feliz. Buscar a felicidade. Não seria então uma forma de valorizar o sofrimento? Inbcentivar crianças e adultos a sofrerem para encontrarem a felicidade. Esse talvez é o princípio de vários trantornos alimentares, o início de depressões e vícios. Coicidencia ou não, é que a mesma fada que proclamou a tal frase, também sofria ao fazer regimes em busca de um corpo perfeito. Essa talvez seria a felicidade que ela tanto procurava.
Fica então a minha pergunta: quantos jovens inspirados em desenhos infantis não cometem loucuras? Quantos acreditam em frases ditas sem pensar por personagens, e acabam largados nos cantos depressivos, com problemas de saúde?
A felicidade surge independentemente da tristeza, da solidão, de uma gota de lágrima. Você pode até falar que é um conto de fadas, mas muitos aprendem a viver inspirados nesses mesmos contos, que acabam em filmes de grande audiência, dando mal exemplos, impensáveis ( Não acredito em mensagens subliminares). Precisamos prestar mais atenção naquilo que vemos.

O Escritor

Sempre teve vontade de escrever um livro. Mas nunca soube o que abordar. Pensou em várias histórias, varias personagens, mas nada era novidade. Sua história jamais seria publica. seu sonho foi se tornando algo distante. Via grandes escritores com vendagem de mais de 10 mil exemplares, ganharem prêmios, mas lembrava-se de que seu sonho era impossível. Foi assim que Lúcio cresceu, acreditando na impossibilidade de se tornar escritor.
Aos 16 anos, iniciou um trabalho. escreveu parte da sua história, mas via que era sem graça. Sua biografia não tinha emoções, aventuras e nem grandes amores. O único amor... ah, esse foi de infância e só a encontraria anos mais tarde. Sua obra estava dividida em duas partes: a primeira que ia do nascimento até os seus 11 anos, e a segunda que ia dos 11 anos até os 16. Na primeira parte, nada de emocionante, nada de muito curioso ou surpreendente. Contava sobre a sua família, suas frustrações escolares, e nada mais. A segunda parte, era ainda mais chata - escola, sonhos, pensamentos.
Mostrou a obra incompleta para seus familiares, e todos elogiaram o trabalho. Era uma façanha inédita na família. Mostrou aos colegas e todos gostaram - seria famoso. Mas nenhuma pessoa foi capaz de falar o que estaria disposto a ouvir. Todos elogiaram, mas não falaram o que precisava mudar, o que precisava acrescentar. Critica zero. Ele mesmo ainda não tinha revisado, nem lido com tanta atenção. Leu. Chorou. Estava horrível. Jogou fora. Jamais seria um escritor. Jamais estaria concorrendo a algum prêmio. Dando entrevistas e entretendo as pessoas com suas palavras.
"Bola pra frente!" Foi essa a frase que proclamou após chorar. Secou as lágrimas. Pegou um livro em sua mão. Abriu e começou a ler. Era Grande Sertão: Veredas. O nome tinha chamado a atenção de Lúcio quando comprara, mas nunca lera. E aquela era a grande oportunidade. Leu, emocionou-se com a história. Devorou o livro. Notou que era preciso percorrer pequenos caminhos, veredas. Essa era a grandiosidade. O Grande Sertão era, na verdade, pequenos caminhos; assim seria a sua obra: Grandiosa pela simplicidade. Não eram grandes textos que o faria grande escritor, e sim pequenos textos com simplicidade mas grandiosidade naquilo que queria passar.

sábado, 11 de julho de 2009

Que Belo Horizonte!

"Que Belo Horizonte!"Foi assim que O Santo Papa João Paulo II se referiu aos jovens de BH em sua homilia. eram jovens mineiros, paulistas, cariocas, enfim, brasileiros. Jovens que comoveram o Papa, que o alegraram, e que tornaram a viagem ao Brasil inesquecível. Bento XVI também ficou animado ao ver no Pacaembú, milhares de jovens atentos e emocionados escutando o que era passado a eles. Eram mensagens para viverem a fé, a santidade, amor ao próximo e amor a Jesus. Mas hoje, vejo que esse belo horizonte já não é tão belo assim.
A nossa juventude foi tomada por vícios, por comodismos e por futilidades. Esquecemos a nossa essência de juventude, de luta por igualdade, por liberdade. Tornamo-nos coniventes com a violência, com a pobreza, com a injustiça. Deixamos de ser jovens que buscam melhores condições de vida comunitária, e nos tornamos preocupados com uma vida individualista. Onde está o teu irmão? Onde esstá o amor que nos move? Onde está o senso de justiça? Sim, tudo isto está em roupas caras, muito dinheiro, muito luxo. Não é atoa que o nosso país passa por inúmeras dificuldades em buscar a igualdade social. Um é mais preocupado com o próprio bem-estar do que o outro.
Passamos na rua, vemos gente com fome, e não somos capazes de oferecer um pedaço de pão. Não oferecemos um gole de água. Precisamos buscar retornar a imagem que tínhamos quando João Paulo II proclamou qeu éramos um belo horizonte, e de fato melhorarmos a nossa face. Estamos lindos fisionomicamente, mas estamos podres na nossa essência. Aquilo que realmente importa já não faz mais sentido.
Então, que belo horizonte é esse?

domingo, 5 de julho de 2009

Chega de Sujeira


Parece incrível a falta de educação do ser humano. Não consigo entender porque as pessoas sujam as ruas, maltratam animais, não respeitam o próximo. Não sei sei isso acontece só aqui no Brasil, ou se no munod inteiro é assim, mas fico irritado quando as pessoas me empurrar e não pedem desculpas, quando as pessoas jogam animais nas ruas. E fico irritadíssimo quando vejo pessoas jogando lixo nas ruas.

É cada vez mais frequente ver pessoas mascando chicletes e soltando a embalagem enquanto caminham, ver portas de barsinhos pela manhã, lotada de copos descartáveis, papéis e outras embalagens. Depois começam as chuvas, surgem as enchentes e a população culpa governantes.

Está na hora de pararem com essa hipocrizia. Fumantes também me irritam. Não pelo fato de fumarem, mas por jogarem restos de cigarros em qualquer lugar. Custa guardar? Encomoda? Então porque fuma? Eu aguento numa boa mudar de lugar para evitar fumaças de cigarros, tolero aguentar pessoas fedidas dentro dos trens, mas não tolero vê-las jogando cigarro nas ruas. Fumar é um vicio. MAs jogar lixo nas ruas não.

Outro dia, quase fui acertado por um cigarro que caiu do alto de um prédio. Não existe porta-lixo dentro do escritorio do executivo? O cigarro o encomoda dentro da sala? Incrível, mas ele também me encomoda nas calçadas, nas sargentas, nas vias de circulação. A história contada por uma amiga está especificada no link: http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?rl=pc&uid=7164710231169775909&aid=1243610789&pid=1246662121118

Não vou crucificar os fumantes apenas, vou crucificar tambémos outros porquinhos que jogam qualquer coisa nas ruas. Afinal, se tem espaço nos bolsos para carregar tantas coisas, deve ter um espeço para colocar o lixo e esvziar na liveira mais perto.

Precisamos denuncair essas pessoas que sujam nossas cidades.

Homenagem à Minha Grande Amiga


Odeio carioca. Isso foi a primeira coisa que pensei logo que você chegou na minha vida. Mas com o tempo as coisas foram mudando. Usamos dois anos para que pudéssemos entender que seríamos como dois irmãos inseparáveis. Precisamos da Natália como mediadora e do comentário da Prof.ª Jane [eu vi a reportagem da menina morta no mato e lembrei de você Suyenne, que já namora]. Sim. Bastaram um comentário e um intervalo para que fossemos grandes melhores amigos. A partir desse dia foi sempre difícil não ter você por, pelo menos um dia.
Lembro que ao final de 2004 procuramos o nosso Professor de Matemática, que morríamos de medo, para saber se você estava aprovada (até hoje não entendo como conseguiu tirar notas maiores que as minhas nos simulados de matemática no final do terceiro ano, sem ao menos ir para a escola direito) e de braços dados pulamos de alegria ao saber que estaríamos juntos no próximo ano. Foi aí que percebemos que um era essencial para o outro.
Nossa amizade sempre foi “vida louca”. Já ficamos com roupa azul “só para combinar”, já fizemos chaveiro de coração “só para eternizar nossa amizade”, invadimos o hospital da cidade (hoje falido) para perguntarmos para algum médico alguma coisa que eu não lembro, (aliás, a única coisa que lembro desse dia é que não consegui prestar atenção em nada do que a médica disse, só conseguia segurar a minha risada, pois a médica era baiana e errou o seu nome). Já fizemos compras juntos para acamparmos na escola. Já inventamos que seríamos saudáveis e compramos um pacote de maçã da Mônica, mas a nossa vida saudável durou um dia (o domingo em que compramos as maçãs, na segunda já estávamos gastando horrores na cantina do colégio). Corremos loucamente para fazer um trabalho de última hora no dia do seu aniversário, e eu ainda tive que ir com a sua irmã para a escola de van, e eu ocupei o seu lugar no transporte. Criamos inimigos, a também amigos. Testamos o seu ex pelo msn na minha casa (e mesmo sabendo que ele não tinha dado bola pra menina inventada você chorou de raiva). Tentamos estudar, mas o que fizemos foi dar risada.
Ficamos uns 4 meses sem nos falar, só porque você não contestou a sua mudança de sala, e preferiu me abandonar. (Essa eu nunca tinha te contado - foi puro ciúmes). Trocamos cartas, papéis de balas, de chocolates. Compartilhamos aflições, indignações, raivas. Ficamos tristes quando você saiu do prédio e foi para a casa quadrada, quando seu pai teve vontade de te trocar de escola. Você já me fez falar com a Psicóloga do Colégio quando eu odiava a idéia de ter uma irmã e minha mãe estava grávida, já me fez tirar fotos bizarras, compactuar com a sua mentira de que estava no hospital e de fundo tocar a musica: “D’avó hipermercaadoos”. Escolhemos o seu vestido de formatura juntos, e procuramos loucamente a minha roupa no tom azul ( hoje eu simplesmente vejo que éramos bregas e burros – Não existe smoking azul). Planejamos viagens para a Itália, para Argentina, fui convidado para ir ao Rio de Janeiro, mas nada disso foi concretizado. Você já me deixou ir parar no 15º andar do prédio quando eu tinha medo de elevador, já me deu bronca, já me elogiou, fez perguntas cretinas (já descobriu se faz xixi?? Hasuhasuhaus), entrou no meio do ano na minha sala e eu te atormentava todos os momentos falando que era do B. Já me fez rir só de escutar alguém falando “ Mas como??” Tentou trocar sua fala para,mas o que poderia sair era: “Como mas??”.
Além de todas essas coisas, você fez aprender que nem todo carioca é nojento, insuportável e bronzeado do Sol. Nem toda loira é burra (Você passou em primeiro lugar em jornalismo na OMEC). Nem todas as lições de espanhol são inúteis e nem todas as músicas de RBD são em espanhol e português (tem uma em inglês). FEZ-me aprender que o tempo passa e que nós envelhecemos e continuamos com os mesmos anseios de anos atrás. As revistas precisam de conteúdo e não só fotos sexy e reportagens sobre escovas de cabelo. Aprendi que procurar churrasquinho de gato além de nojento é cansativo e assustador. Concluí que todos os seus namorados me odiaram porque éramos mais unidos que namorados, mas nunca perceberam que éramos irmãos, amigos de infância (parecia né?). Você me ensinou que Santo André fica mais longe que o Rio de Janeiro, e que quando temos tios ricos, nos vestimos com elegância para festas em família. Aprendi a economizar telefone (vai que meu pai resolve ter a mesma idéia que o seu e também não paga a conta de propósito), aprendi a usar o computador com coisas mais interessantes que pesquisas escolares ( Orkut e msn), aprendi que festas do inglês não são legais, e que em brinquedos do shopping também dá para tirar fotos. Aprendi que nunca é legal ir pra universidade aberta depois de fazer redação e sem ter informação alguma sobre os horários de funcionamento da universidade. Aprendi que shows gratuitos são sempre horríveis e nos deixam gripados. Aprendi que não é legal pedir para a aniversariante tocar a nossa música (ela me fez cantar com a banda).

Bom... resolvi falar tudo isso à você não sei o porquê.
Só sei que vocÊ faz falta.
Nunca imaginei que teria você longe.
Pensei que saudades de amigos era conto de fadas
Choro por você
Dei colete para a carta que ia mandar no seu niver ( Fiquei com preguiça de comprar o postal de São Paulo e de ir ao correio)
Quero comer o pavê de bombom da sua mãe!

Sulene... amo você muito!!