Quem sou eu

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Uma mistura do erudito com o popular. Nada simples e nada sublime, ocupo-me com o que me interessa. Leio e escrevo para viver, é uma necessidade para ser feliz. Tenho manias, preconceitos e afinidades como todos tem. Sou um garoto criado sob uma redoma de vidro e não me envergonho disso. Gosto de poema, ouço Mozart, curto pop art, uso all star e gravata borboleta. =)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Por acaso

Tornei-me escritor por ironia. Era criança quando queria trabalhar de verdade, ser médico ou dentista. Quando tornei-me adolescente, resolvi fazer arte, viver de arte, seria ator. Mas como quase tudo o que é planejado não dá certo, não demorou muito e eu pensava em ser juíz, talvez diplomata. Mas nunca escritor, queria trabalhar de verdade. Nunca me imaginei sentado à frente de um computador, gastando horas e horas da minha vida com palavras, histórias, conflitos e dramas.
O café é o meu grande companheiro. Sob a caneca, repousa Machado, Lima Barreto, Drummond, Sheakespere e Saussure. A caneta, sempre das mais baratinhas e que não machuca os meus dedos, deu lugar ao teclado. Sofro de dores nos tendões, mas é o preço que pagamos por aderirmos à tecnologia. Os óculos se fazem necessarios para uma vista cansada e míope, logo aos 18. O livro sagrado também é consultado. Ester, Judite e Crônicas são os mais lidos durante o trabalho. Os outros deixo para os momentos mais íntimos entre mim e Deus.
Minha aparência é jovem, a barba por vezes, me faz ser mais velho, dando-me credibilidade, ora é só charme. Olho para o porta-retrato para ter inspiração, vejo-me no passado e no presente. Apenas isso. As músicas que escuto não traduzem o espírito, a magia jovem dessa década. Traduziram, sim, há algum tempo, a magia da juventude de meus pais. O grito de liberdade de Cazuza, as críticas de Caetano, a poesia de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Penso se faltou evocação às musas, se faltou um modelo a ser seguido, um lugar-comum para essa juventude ser tão pobre, tão podre. Enquanto me ocupo com palavras, com a magia de uma prosa bem feita ou nas tentativas de uma poesia mal feita, do outro lado da janela, o lado de fora, outside, eles se ocupam com a ilusão de uma magia aos beijos descompromissados.
Não fui a criança mais sociável do universo, e muito menos o adolescente popular que muitos sonham ser. Não fui porque não quis ser. Era feliz no anonimato, na minha aparência burguesa e nas minhas roupas incomuns. Ver pessoas iguais me causava nojo. Isso explica o porquê de eu até hoje não ser igual a todos. Sempre gostei da minha individualidade, da minha forma exclusiva de ser.
Meus amigos foram os livros, as músicas e os meus pais. Os livros me deram a idéia de ser quem sou hoje; as músicas inspiração; e meus pais deram apoio e credibilidade. Mesmo contrariados, sabendo da dificuldade de trabalhar com palavras como matéria-prima não me deixou desanimar. Nem mesmo quando eu chorei por saber que meu futuro é o mais incerto de todos. Eu dependo do meu talento e da paciência das pessoas para ler o que escrevo. Minhas palavras serão as melhores amigas de várias pessoas.
Acabei de ter uma idéia, mas isso fica para o próximo texto. Esperam que perdoem minhas fugas, minhas divagações. Esse texto provavelmente não faz muito sentido para vocês, mas explica a forma como eu me vejo hoje.

Um comentário:

  1. Melhor de todos! Eu amei! =]

    Se continuar assim mudo de idéia e compro um livro seu ;)

    ... HASUHASU

    P.s: Já disse que você vai longe no mundo das palavras? Se eu não disse, me desculpe. Você tem talento! ;)

    (meu amigo né! s2)

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