
Lucio andava pelas ruas todo desconcertado. Não sabia o que fazer diante de todas as situações. O vai e vem das pessoas o deixava ainda mais desconcertado. Via as familias felizes caminhando pelas ruas. Via adolescentes rebeldes, menininhas delicadas, freiras, monges, judeus, mendigos, trabalhadores, desempregados, doentes, ricos, pobres, enfim, via uma infinidade de pessoas e percebia que ele seria diferente. Sentiu-se escolhido. Escolhido??
O tempo passava, e cada vez mais estava encanado com seus pensamentos. tinha vontade de constituir familia, mas tinha medo. Tinha vontade de trabalhar, mas também tinha medo. Tinha vontade de largar tudo, mas também tinha medo. A vida de Lúcio era complicada. E ele ainda nem tinha completado 18 anos. Estava apenas no começo de sua vida.
Lucio semnpre foi um menino tranquilo, embora não gostasse de ser contrariado. Cresceu em uma familia muito unida. Não foi rico, mas também não foi pobre. era considerado classe média. No colégio sempre apresentou boas notas. Gostava das letras. Lia frequentemente. Tinha tudo o que queria. Seus pais alimentaram o filho com muito amor e muitos presentes. Da família, era o que levava a melhor vida: viagens, roupas caras, boas escolas, cursos variados, games, celulares. De uma coisa Lúcio nunca pode reclamar: de seus pais.
Depois que cresceu, preocupava-se em alegrar os pais. Queria de alguma forma fazer tudo o que eles desejavam. Mas nem tudo o agradava. Os pais queria que ele entrasse em uma universidade, que controlasse a empresa da família, que namorasse, que fosse para a igreja, que se divertisse com amigos, mas tudo com muita responsabilidade. Lúcio fazia quase tudo. Mas existiam coisas que não lhe agradava. Jamais imaginou ser empresário, namorado e levar uma vida divertidíssima saindo com os amigos todos os dias. Lucio era diferente.
Alguns amigos nunca notaram quão especial ele era. Outros viviam o comparando com outras pessoas. Lúcio não agradava mais os pais, os amigos e nem ele mesmo. De um dia para o outro, mudou de vida completamente. Tornou-se agressivo, não ligava mais para os sentimentos alheios, não guardava mais os seus pensamentos, ia mal no colégio, parou de ler, de frequentar a igreja. Fechou-se em um mundo que não existia. Lucio tinha dado as costas ao mundo. E o mundo não exitou, logo deu as costas ao Lúcio.
Chorava dias inteiros, vivia em uma completa solidão. Seus pais tentavam contato, mas sempre eram destratados. Lúcio, depois de tanto sofrimento, foi reestabelecendo sua vida. Voltou a ser o exemplo da família, a ter bons amigos, e a procurar agradar os seus pais. Algo tinha acontecido na vida de Lúcio. Mas nem ele sabia. E agora estava caminhando pelas ruas da cidade, observando as pessoas e pensando qual seria o próximo passo a dar em sua vida. Poderia ser o começo de mais uma longa solidão.
Perfeito!!!!!
ResponderExcluirE como disse Carlos Drummond: "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Lúcio optou por ser uma pessoa melhor, apesar de tudo que viveu em um certo momento de sua vida, devemos tirar sua história como exemplo.