
Odeio carioca. Isso foi a primeira coisa que pensei logo que você chegou na minha vida. Mas com o tempo as coisas foram mudando. Usamos dois anos para que pudéssemos entender que seríamos como dois irmãos inseparáveis. Precisamos da Natália como mediadora e do comentário da Prof.ª Jane [eu vi a reportagem da menina morta no mato e lembrei de você Suyenne, que já namora]. Sim. Bastaram um comentário e um intervalo para que fossemos grandes melhores amigos. A partir desse dia foi sempre difícil não ter você por, pelo menos um dia.
Lembro que ao final de 2004 procuramos o nosso Professor de Matemática, que morríamos de medo, para saber se você estava aprovada (até hoje não entendo como conseguiu tirar notas maiores que as minhas nos simulados de matemática no final do terceiro ano, sem ao menos ir para a escola direito) e de braços dados pulamos de alegria ao saber que estaríamos juntos no próximo ano. Foi aí que percebemos que um era essencial para o outro.
Nossa amizade sempre foi “vida louca”. Já ficamos com roupa azul “só para combinar”, já fizemos chaveiro de coração “só para eternizar nossa amizade”, invadimos o hospital da cidade (hoje falido) para perguntarmos para algum médico alguma coisa que eu não lembro, (aliás, a única coisa que lembro desse dia é que não consegui prestar atenção em nada do que a médica disse, só conseguia segurar a minha risada, pois a médica era baiana e errou o seu nome). Já fizemos compras juntos para acamparmos na escola. Já inventamos que seríamos saudáveis e compramos um pacote de maçã da Mônica, mas a nossa vida saudável durou um dia (o domingo em que compramos as maçãs, na segunda já estávamos gastando horrores na cantina do colégio). Corremos loucamente para fazer um trabalho de última hora no dia do seu aniversário, e eu ainda tive que ir com a sua irmã para a escola de van, e eu ocupei o seu lugar no transporte. Criamos inimigos, a também amigos. Testamos o seu ex pelo msn na minha casa (e mesmo sabendo que ele não tinha dado bola pra menina inventada você chorou de raiva). Tentamos estudar, mas o que fizemos foi dar risada.
Ficamos uns 4 meses sem nos falar, só porque você não contestou a sua mudança de sala, e preferiu me abandonar. (Essa eu nunca tinha te contado - foi puro ciúmes). Trocamos cartas, papéis de balas, de chocolates. Compartilhamos aflições, indignações, raivas. Ficamos tristes quando você saiu do prédio e foi para a casa quadrada, quando seu pai teve vontade de te trocar de escola. Você já me fez falar com a Psicóloga do Colégio quando eu odiava a idéia de ter uma irmã e minha mãe estava grávida, já me fez tirar fotos bizarras, compactuar com a sua mentira de que estava no hospital e de fundo tocar a musica: “D’avó hipermercaadoos”. Escolhemos o seu vestido de formatura juntos, e procuramos loucamente a minha roupa no tom azul ( hoje eu simplesmente vejo que éramos bregas e burros – Não existe smoking azul). Planejamos viagens para a Itália, para Argentina, fui convidado para ir ao Rio de Janeiro, mas nada disso foi concretizado. Você já me deixou ir parar no 15º andar do prédio quando eu tinha medo de elevador, já me deu bronca, já me elogiou, fez perguntas cretinas (já descobriu se faz xixi?? Hasuhasuhaus), entrou no meio do ano na minha sala e eu te atormentava todos os momentos falando que era do B. Já me fez rir só de escutar alguém falando “ Mas como??” Tentou trocar sua fala para,mas o que poderia sair era: “Como mas??”.
Além de todas essas coisas, você fez aprender que nem todo carioca é nojento, insuportável e bronzeado do Sol. Nem toda loira é burra (Você passou em primeiro lugar em jornalismo na OMEC). Nem todas as lições de espanhol são inúteis e nem todas as músicas de RBD são em espanhol e português (tem uma em inglês). FEZ-me aprender que o tempo passa e que nós envelhecemos e continuamos com os mesmos anseios de anos atrás. As revistas precisam de conteúdo e não só fotos sexy e reportagens sobre escovas de cabelo. Aprendi que procurar churrasquinho de gato além de nojento é cansativo e assustador. Concluí que todos os seus namorados me odiaram porque éramos mais unidos que namorados, mas nunca perceberam que éramos irmãos, amigos de infância (parecia né?). Você me ensinou que Santo André fica mais longe que o Rio de Janeiro, e que quando temos tios ricos, nos vestimos com elegância para festas em família. Aprendi a economizar telefone (vai que meu pai resolve ter a mesma idéia que o seu e também não paga a conta de propósito), aprendi a usar o computador com coisas mais interessantes que pesquisas escolares ( Orkut e msn), aprendi que festas do inglês não são legais, e que em brinquedos do shopping também dá para tirar fotos. Aprendi que nunca é legal ir pra universidade aberta depois de fazer redação e sem ter informação alguma sobre os horários de funcionamento da universidade. Aprendi que shows gratuitos são sempre horríveis e nos deixam gripados. Aprendi que não é legal pedir para a aniversariante tocar a nossa música (ela me fez cantar com a banda).
Bom... resolvi falar tudo isso à você não sei o porquê.
Só sei que vocÊ faz falta.
Nunca imaginei que teria você longe.
Pensei que saudades de amigos era conto de fadas
Choro por você
Dei colete para a carta que ia mandar no seu niver ( Fiquei com preguiça de comprar o postal de São Paulo e de ir ao correio)
Quero comer o pavê de bombom da sua mãe!
Sulene... amo você muito!!
Lembro que ao final de 2004 procuramos o nosso Professor de Matemática, que morríamos de medo, para saber se você estava aprovada (até hoje não entendo como conseguiu tirar notas maiores que as minhas nos simulados de matemática no final do terceiro ano, sem ao menos ir para a escola direito) e de braços dados pulamos de alegria ao saber que estaríamos juntos no próximo ano. Foi aí que percebemos que um era essencial para o outro.
Nossa amizade sempre foi “vida louca”. Já ficamos com roupa azul “só para combinar”, já fizemos chaveiro de coração “só para eternizar nossa amizade”, invadimos o hospital da cidade (hoje falido) para perguntarmos para algum médico alguma coisa que eu não lembro, (aliás, a única coisa que lembro desse dia é que não consegui prestar atenção em nada do que a médica disse, só conseguia segurar a minha risada, pois a médica era baiana e errou o seu nome). Já fizemos compras juntos para acamparmos na escola. Já inventamos que seríamos saudáveis e compramos um pacote de maçã da Mônica, mas a nossa vida saudável durou um dia (o domingo em que compramos as maçãs, na segunda já estávamos gastando horrores na cantina do colégio). Corremos loucamente para fazer um trabalho de última hora no dia do seu aniversário, e eu ainda tive que ir com a sua irmã para a escola de van, e eu ocupei o seu lugar no transporte. Criamos inimigos, a também amigos. Testamos o seu ex pelo msn na minha casa (e mesmo sabendo que ele não tinha dado bola pra menina inventada você chorou de raiva). Tentamos estudar, mas o que fizemos foi dar risada.
Ficamos uns 4 meses sem nos falar, só porque você não contestou a sua mudança de sala, e preferiu me abandonar. (Essa eu nunca tinha te contado - foi puro ciúmes). Trocamos cartas, papéis de balas, de chocolates. Compartilhamos aflições, indignações, raivas. Ficamos tristes quando você saiu do prédio e foi para a casa quadrada, quando seu pai teve vontade de te trocar de escola. Você já me fez falar com a Psicóloga do Colégio quando eu odiava a idéia de ter uma irmã e minha mãe estava grávida, já me fez tirar fotos bizarras, compactuar com a sua mentira de que estava no hospital e de fundo tocar a musica: “D’avó hipermercaadoos”. Escolhemos o seu vestido de formatura juntos, e procuramos loucamente a minha roupa no tom azul ( hoje eu simplesmente vejo que éramos bregas e burros – Não existe smoking azul). Planejamos viagens para a Itália, para Argentina, fui convidado para ir ao Rio de Janeiro, mas nada disso foi concretizado. Você já me deixou ir parar no 15º andar do prédio quando eu tinha medo de elevador, já me deu bronca, já me elogiou, fez perguntas cretinas (já descobriu se faz xixi?? Hasuhasuhaus), entrou no meio do ano na minha sala e eu te atormentava todos os momentos falando que era do B. Já me fez rir só de escutar alguém falando “ Mas como??” Tentou trocar sua fala para,mas o que poderia sair era: “Como mas??”.
Além de todas essas coisas, você fez aprender que nem todo carioca é nojento, insuportável e bronzeado do Sol. Nem toda loira é burra (Você passou em primeiro lugar em jornalismo na OMEC). Nem todas as lições de espanhol são inúteis e nem todas as músicas de RBD são em espanhol e português (tem uma em inglês). FEZ-me aprender que o tempo passa e que nós envelhecemos e continuamos com os mesmos anseios de anos atrás. As revistas precisam de conteúdo e não só fotos sexy e reportagens sobre escovas de cabelo. Aprendi que procurar churrasquinho de gato além de nojento é cansativo e assustador. Concluí que todos os seus namorados me odiaram porque éramos mais unidos que namorados, mas nunca perceberam que éramos irmãos, amigos de infância (parecia né?). Você me ensinou que Santo André fica mais longe que o Rio de Janeiro, e que quando temos tios ricos, nos vestimos com elegância para festas em família. Aprendi a economizar telefone (vai que meu pai resolve ter a mesma idéia que o seu e também não paga a conta de propósito), aprendi a usar o computador com coisas mais interessantes que pesquisas escolares ( Orkut e msn), aprendi que festas do inglês não são legais, e que em brinquedos do shopping também dá para tirar fotos. Aprendi que nunca é legal ir pra universidade aberta depois de fazer redação e sem ter informação alguma sobre os horários de funcionamento da universidade. Aprendi que shows gratuitos são sempre horríveis e nos deixam gripados. Aprendi que não é legal pedir para a aniversariante tocar a nossa música (ela me fez cantar com a banda).
Bom... resolvi falar tudo isso à você não sei o porquê.
Só sei que vocÊ faz falta.
Nunca imaginei que teria você longe.
Pensei que saudades de amigos era conto de fadas
Choro por você
Dei colete para a carta que ia mandar no seu niver ( Fiquei com preguiça de comprar o postal de São Paulo e de ir ao correio)
Quero comer o pavê de bombom da sua mãe!
Sulene... amo você muito!!
Dii, sem palavras para tudo o que você fez por mim todos esses anos, seria uma tolice minha apenas agradecer, pois não é o bastante. Talvez nós nos demos tão certo por causa das nossas diferenças, mas também encontramos tantas coisas em comum... como definir nossa amizade se foi algo tão inusitado pra mim? Melhor do que ninguém, você sabe o quão é difícil eu expressar meus sentimentos, e hoje deixei isso de lado pra vir aqui dizer que eu te amo, amo muito. Meu melhor amigo, meu irmão que nunca tive.
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